Esporte

Xerife no DM: zagueiro Rhodolfo joga 36% das partidas e vira desafio no Flamengo

Tannure reconhece que zagueiro tem problemas físicos "acima da média dos outros", mas confia em recuperação cautelosa para voltar ao grupo. Em 112 partidas, atual reserva atuou em 41

Rhodolfo trabalha na parte interna do CT: jogador cuida de edema na coxa e fica fora das últimas partidas — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Com Réver e Léo Duarte firmes na dupla de zaga titular, o Flamengo tem tempo maior para cuidar de Rhodolfo. O jogador de 32 anos ficou fora das últimas duas partidas – com edema muscular, após sentir dores na última terça. A ausência não é novidade. Em um ano e meio de Flamengo, ele atuou em 36,6% das partidas disputas pelo Rubro-Negro – o que significa 41 de 112 jogos disputados no período do zagueiro na Gávea.

Contratado na janela do meio do ano do Besiktas-TUR, Rhodolfo soma três lesões em 2018. O levantamento da equipe de “Futdados”, do GloboEsporte.com, aponta 71 dias de ausência na última lesão na coxa, que durou o período da Copa, 28 dias afastado por lesão na panturrilha no início deste ano e a nova lesão, em recente problema na coxa, um edema muscular.



No ano passado, depois da estreia e poucos jogos, Rhodolfo ficou mais 27 dias fora por lesão no músculo adutor da coxa esquerda.

Entre as 41 partidas de Rhodolfo, foram 36 como titular e cinco delas saindo do banco – ele também ficou 25 partidas disponível na reserva. Rhodolfo tem contrato até o fim de 2019. Ele foi contratado por cerca de R$ 5 milhões, em 2017.

Chefe do departamento médico, Marcio Tannure ressalta os bons números do Rubro-Negro em prevenção e recuperação de jogadores. O Flamengo esteve no topo da lista entre as equipes brasileiras com menos lesões e problemas físicos desde 2016. No entanto, ele reconhece a dificuldade e o desafio de tratar recorrentes incômodos do zagueiro, que é visto como exemplo de profissional, seriedade e liderança positiva no grupo rubro-negro.

– Temos que respeitar a individualidade de cada atleta. O jogador teve um infortuito e algumas lesões acima da média do que dos outros, com certeza. Muitas das vezes, até por ter histórico um pouco maior do que de outros jogadores, a gente tenta segurar um pouco mais (o retorno) exatamente sabendo que ele tem tempo um pouco demorado de reabilitação. Tentamos evitar de acelerar para que não criemos reincidência nem outra lesão – afirmou o médico do Flamengo.

Tannure explicou que Rhodolfo já iniciou a transição com preparadores físicos no fim da última semana. Desta vez, a lesão foi “pequena”, afirmou. Mas o cuidado será redobrado para evitar novas ausências. Questionado sobre algum eventual problema crônico descoberto pelo Fla, o médico disse que não existe nada “estrutural”, mas admitiu que não conseguiu identificar a razão das lesões em série.

– O histórico (de lesões de Rhodolfo) é verdadeiro, é um fato. Tentamos preservar ao máximo para não queimar etapa e para que ele possa render o melhor possível. Existem atletas que recuperam com 24h, 48h, 72h, 96h depois de jogos, de uma série de treinamentos. Ele é um atleta que vem demonstrando sentir sobrecarga de treinamento, talvez por que venha de campeonato turco, onde se jogava menos, por pegar série maior de jogos, treinamentos, um calendário diferente. Talvez fique prediposto (a mais lesões). A resposta para isso, a gente não tem – concluiu Tannure.

* Raphael Zarko — Rio de Janeiro

 

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