Saúde

A cada dois dias, Paraná perde um leito hospitalar pelo SUS

Estudo mostra que em dez anos 1.778 unidades do Sistema Único foram fechadas no Estado

Em dez anos, o Paraná perdeu 1.778 leitos hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgado ontem, em 2008 o Estado tinha 20.992 leitos SUS e em 2018 esse número caiu para 19.214, o equivalente a uma perda de uma unidade a cada dois dias.
No País o quadro é mais crítico. Segundo o estudo apresentado pelo CNM são 11 leitos fechados por dia — eram 344.573 em 2008 e agora são 303.185, mais de 41 mil leitos extintos no período de uma década.



Já os leitos classificados como não SUS aumentaram de 116.083 em 2008 para 134.380 este ano. De forma geral, portanto, o sistema de saúde brasileiro passou de 460.656 leitos em 2008 para 437.565 em 2018, totalizando 23.091 leitos a menos — o equivalente a seis leitos fechados por dia durante um período de dez anos.

No Paraná, essa variação incluindo os leitos SUS com não SUS passou de 28.550 em 2008 para 27.288 neste ano, uma diferença de 1.262 leitos, menor quando especificados apenas os leitos do Sistema Único.

“O estudo mostra comportamentos diferentes se compararmos quantitativos de leitos SUS e não SUS. Enquanto o primeiro teve mais fechamentos que habilitações, o segundo grupo mostrou um aumento de aproximadamente 18.300 unidades. Isso significa que os leitos públicos diminuíram mais drasticamente”, destacou a CNM que usou a base de dados do próprio Ministério da Saúde para lançar o estudo.

Impacto não é grande, diz secretaria
Em maio deste ano, matéria do Bem Paraná já mostrava a redução no número de leitos hospitalres pelo SUS no Estado, com comparações entre 2010 e 2018. Na época, a Secretaria de Estado da Saúde não contestou a redução de leitos no Estado, mas disse que a diminuição no número de leitos de internação na rede pública não tem um impacto grande para o Paraná, uma vez que a maioria dos leitos desativados eram pouco qualificados, de baixa complexidade, e referentes a especialidades como pediatria e psiquiatria.

A secretaria também espera que com a abertura de novos hospitais o número de leitos deve aumentar. No momento há obras de hospitais públicos no Noroeste, Oeste e região Central do Estado.

A matéria também mostrava que nos últimos oito anos, 849 leitos de internação da rede pública — aqueles destinados a quem precisa permanecer num hospital por mais de 24 horas — deixaram de atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba.

 Bem Paraná

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