Esporte

Sampaoli transforma vitórias em rotina no Santos com “amor pelo balón” e objetividade

Técnico argentino dá sua cara à equipe e colhe frutos do ótimo início de trabalho em campo; Peixe segue com 100% de aproveitamento no Paulistão

LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO

A frase está virando rotina em 2019, mas lá vai: o Santos de Sampaoli deu show e fez mais uma vítima no Campeonato Paulista. A da vez foi o Bragantino, derrotado em casa por 4 a 1 na última quinta-feira.

O “Sampaolé” e o “amor pelo balón” são cada vez mais reais, e o Santos tem conseguido ser protagonista, como manda o técnico, em todas as apresentações de 2019 até aqui. Os números não deixam mentir:



O Santos no Paulistão:

  • Quatro jogos
  • 11 gols marcados
  • Um gol sofrido
  • 100% de aproveitamento

Logo após o baile contra o Bragantino, uma frase de Sampaoli chamou a atenção:

– Jogadores estão muito entusiasmados com a maneira de jogar. Rivais cansam mais que a gente. A alegria de jogar deixa para trás o cansaço.

É exatamente isso que tem sido visto quando o Santos entra em campo. Um time insaciável, que pressiona e encurrala o adversário. Tudo isso vinculado à posse de bola.

Diante do Bragantino, o Santos entrou em campo com três zagueiros (Felipe Aguilar, Luiz Felipe e Gustavo Henrique), um estilo completamente diferente do que vinha sendo utilizado por vários treinadores que passaram pelo Peixe nos últimos anos.

Num primeiro momento, até os 20 minutos da etapa inicial, os jogadores não pareciam à vontade em campo e tinham dificuldades de encontrar espaços. Algo que se tornou muito fácil em questão de minutos. Bastou Derlis González entrar no jogo.

O primeiro gol, de Carlos Sánchez, saiu aos 37 minutos. Ao fim do primeiro tempo, o placar já estava 3 a 0, graças a Derlis e Jean Mota, os dois principais goleadores do Santos na temporada, com três bolas na rede cada.

A estratégia para isso foi clara: cansar o adversário e segurá-lo no campo de defesa tendo a posse de bola. Quando a tinha, Victor Ferraz e Copete, os alas, atuavam quase como pontas, com Derlis e Arthur Gomes fechando e se aproximando do gol.

Na volta para o segundo tempo, Carlos Sánchez, o melhor em campo, fechou o caixão com uma cavadinha na cobrança de pênalti. Depois disso, Luiz Felipe foi atrapalhado pelo excesso de confiança e errou na jogada do primeiro gol sofrido pelo Santos em 2019.

Nada, porém, que pudesse abalar a grande fase vivida pelo time de Sampaoli. Pelo futebol que vem sendo apresentado, vai ser difícil parar o Santos.

E fica aquela pergunta: imagina o que esse time seria capaz de fazer com mais reforços?

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