Opinião

Resistência

Maurício Reale Nogueira

A palavra da moda para os esquerdistas – especialmente para os petistas – é resistência. Depois da derrota acachapante sofrida por Haddad, o poste do presidiário Lula, que cumpre pena em Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no segundo turno com uma diferença de mais de dez milhões de votos para o seu opositor, a esquerda, agora, prega a resistência ao futuro governo cujas propostas são radicalmente antagônicas ao que foi feito – e deixado de fazer – ao longo dos 13,5 anos em que o PT esteve no poder. A resistência é contra o fortalecimento à operação Lava Jato, que já mandou centenas de corruptos para trás das grades incluindo o lavador de dinheiro Lula. É contra o fim do toma-lá-dá-cá, que loteava cargos do governo para os asseclas do governante em troca de apoio político. É contra a atuação independente da imprensa. É contra a prisão de companheiros que carregavam propinas em malas e cuecas. É contra as privatizações que passarão para as mãos da iniciativa privada empresas ineficientes que só servem para empregar apadrinhados da caterva que governa o País. É contra uma política de segurança pública que reprima com mais firmeza o crime organizado e combata com mais vigor os assaltantes. É contra o investimento em infraestrutura no Brasil, ao contrário do que era feito anteriormente onde o BNDS financiava obras em Cuba, Venezuela, Uruguai e diversos países africanos governados por ditadores comunistas. É contra a mudança na Educação que voltará a priorizar matérias importantes para os alunos como, matemática, português, física, química, história, geografia, entre outras, sem viés ideológico. É contra a responsabilização de atos criminosos cometidos por terroristas que se escondem por trás de movimentos sociais cuja única finalidade é se beneficiar economicamente. Enfim, a resistência da esquerda é contra mudanças que acabem com os privilégios desta gente que  sobrevive única e exclusivamente com dinheiro do contribuinte sem dar nada em troca à sociedade. Trata-se de uma oposição mesquinha com olhos voltados apenas para o próprio umbigo e que ressalta o profundo desprezo pela escolha democrática feita pelos eleitores. O que eles querem é a manutenção do status quo às custas do dinheiro do contribuinte. Ainda bem que esta página, ainda que tardiamente, será virada.



*Maurício Reale Nogueira é jornalista e analista político

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