Política

Reajuste dos servidores estaduais deve ser votado nesta semana na Alep

Foto: Pedro de Oliveira/Alep

Em visita à cidade de Londrina, na região norte do Paraná, Cida Borghetti falou sobre a possibilidade de reajuste aos servidores estaduais, que está congelado desde 2016.



Na próxima quarta-feira (4) estará em votação na Alep o projeto que pode reajustar os salários da categoria. O governo está propondo 1%, alegando que o índice só não é maior em função da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em entrevista ao repórter Marcos Garrido, da CBN Londrina, a governadora afirmou que recebeu um orçamento que não previa reajuste aos servidores do poder executivo.

Ela alega que pediu um estudo para que se chegasse a um índice, que foi de 1%. Cida Borghetti disse que o governo não pode oferecer mais que isto neste momento.

“A palavra chave é responsabilidade, eu recebi o orçamento que previa 0% de aumento. Eu não estava satisfeita, pedi um estudo para a Secretaria da Fazenda para o descongelamento da data-base, eu preciso enviar um índice e chegamos ao 1%”, afirmou.

No entanto, Cida Borghetti disse que a partir de 2019, a categoria poderá ter um aumento real nos vencimentos. Segundo a governadora, o primeiro passo já foi dado.

“Enviamos uma mensagem à Assembleia Legislativa, na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], para a flexibilidade do aumento efetivo para o próximo ano, tirando a trava de reajuste. Já fizemos isso e já foi aprovado”.

Os sindicatos que representam várias categorias de servidores públicos estaduais contestam o 1% de reposição salarial. As entidades dizem que estão há três anos com os salários congelados, sem nenhuma reposição e que a situação dos servidores é cada vez mais complicada. Neste ano eles reivindicam pelo menos 2,76% de reajuste.

Os próprios deputados estaduais já trocaram farpas no plenário por causa do reajuste. Foi no mês de maio, quando se começou a cogitar a possibilidade de descongelamento do reajuste.

O líder do PSD na Casa, deputado Márcio Nunes, disse que todos os deputados do partido iriam cobrar o pagamento do reajuste.

Na época ele afirmava que o Estado reunia a saúde financeira necessária para permitir o pagamento. Ou pelo menos, estaria demonstrando isso.

“O atual governo está criando novas estruturas, novas secretarias, criando e mantendo novos cargos. Por exemplo, não tem mais vice governador do estado, na eventual falta da atual governadora quem assume é o presidente da Alep, ao invés de de extinguir os cargos da vice-governadoria, eles continuam lá”.

Ratinho Jr, pré-candidato ao governo pelo PSD, engrossou o discurso de Márcio Nunes, dizendo que os servidores já fizeram um grande sacrifício para sanar as contas do Governo.

“Os servidores do Paraná já fizeram  um sacrifício nos últimos anos e agora precisa ser revisto e negociado com os servidores, de uma maneira técnica, sem paixão política”, disse.

Já Pedro Lupion, líder do governo de Cida Borghetti, criticou a bancada do PSD. Sugeriu que a mudança de postura dos deputados ocorreu por causa das eleições que se aproximam.

Ele lembrou que a mesma bancada votou pela suspensão da data base dos servidores, proposta pelo governo de Beto Richa há dois anos. Lembrando que a bancada do PSD é a maior da Assembleia, nesta legislatura, com 11 deputados estaduais.

*Fábio Buchmann – CBN Curitiba

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