Opinião

Propostas e ideias de Oriovisto e Arns para o Paraná no Senado Federal

Beneficiados pelo desastre nas urnas de Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (MDB), os professores Flavio Arns e Oriovisto Guimarães foram eleitos senadores do Paraná para um exercício de oito anos de mandato a partir de primeiro de janeiro de 2019. Em entrevista ao Paraná Portal e Metro Maringá, os dois senadores priorizaram o combate a corrupção como ordem nacional para um Brasil melhor, por entenderem que o desvio de dinheiro público limita a aplicação de recursos em áreas essenciais e fragilizadas do tecido da sociedade, como a saúde, educação e segurança pública.



Os dois senadores também são contra a reeleição porque ela facilita o governante a trabalhar um mandato pensando na reeleição, o que é nocivo à administração pública e defendem o diálogo com a sociedade e classes políticas para beneficiar o Paraná.

Para Flavio Arns, dono de 2.331.740 votos, é preciso combater a corrupção com todas as armas possíveis e apoiar integralmente a Lava Jato e as dezenas de medidas formalizadas com ajuda e apoio da sociedade para combater este terrível mal que corrói a nação e destrói a esperança, principalmente dos jovens. “Com a consciência dos congressistas e da sociedade civil organizada, será possível combater a corrupção e diminuir a violência no país”, disse o senador eleito.

Oriovisto Guimarães, eleito com 2.957.239 votos, defende uma reforma política no país com a existência de apenas três partidos, sendo um de esquerda, um de centro, para equilibrar os debates, e um de ultradireita, por entender que somente desta forma poderá haver governabilidade e diálogo entre o Congresso Nacional e a Presidência da República. “O que vemos hoje é um amontoado de partidos – mais de 30 e outros 70 aguardando aprovação – constituídos por grupos que apenas desejam o poder, dinheiro para fundo partidário e negociação com governo”, afirmou.

PRISÃO NA HORA – Guimarães observou que, se se um candidato ou político pedir um cargo de diretor de uma estatal ao Presidente da República, ele deve ser preso de imediato, porque é mau intencionado com o país e certamente seu pedido será para tirar proveito próprio e roubar. “É por essas e outras barbáries que defendo uma reforma política com cláusulas de barreira para impedir esse tipo de negociata”.

Arns disse que estará no Senado Federal à disposição do governador Ratinho Junior e que lutará de todas as formas para defender os interesses do Estado, enquanto Guimarães acredita que com os dois senadores, Flávio Arns, do qual é amigo e colega da Academia Paranaense de Letras e Alvaro Dias, haverá, enfim, uma união em torno das causas paranaenses e brasileiras. Para os dois senadores, o Paraná precisa estar unido no Congresso Nacional para conquistar o que tem de direito e transformar em ações sociais e obras de infraestrutura tão necessárias hoje ao Estado.

Enquanto Arns é mais cometido em relação à apoio nas eleições do segundo turno para a Presidência da República entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, dizendo que é preciso avaliar posições e posturas, principalmente em relação à segurança e à corrupção, Guimarães é mais direto: “vou votar em Bolsonaro, não voto no PT e não compactuo com a corrupção protagonizada por este partido”.

Oriovisto Guimarães também falou de sua eleição, observando que, como novo, estreante na política, pode ver e acompanhar junto à população, uma vontade e sentimento de mudanças. Sobre a não eleição do ex-governador Beto Richa e do senador Roberto Requião, disse que isto foi uma prova de que a população está querendo renovação e mudanças na política.

Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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