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Policial militar se irrita e mata vizinho no Paraná

Um desentendimento provocado por som alto terminou em morte na madrugada deste sábado (23), em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Irritado com o barulho, o policial teria ido até a casa do vizinho para pedir que o volume fosse reduzido. O disparo teria acontecido após a vítima se negar a diminuir o volume e ameaçar o policial com um machado.



Segundo a Polícia Militar, uma festa acontecia na Rua Professor Alberto Piekas. Incomodado com o som alto, o policial teria ido até o local para pedir que a diminuição do som. O vizinho, então, teria se recusado e pegado um machado durante a discussão. Como reação, o policial pertencente ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) atingiu um tiro no vizinho.

O policial estava de folga e foi detido no começo da manhã deste sábado (23). Segundo o Bope, a investigação e o inquérito serão conduzidos pela Polícia Civil, tendo em vista que o policial militar estava de folga. “Toda a documentação de praxe em casos como este foi feita internamente. O policial militar terá acompanhamento psicológico”, informou a corporação.

Em nota, a Polícia Civil informou que o policial militar foi preso em flagrante pelo crime de homicídio. O caso será investigado pela Delegacia de Almirante Tamandaré.

Casos recentes

O caso lembra duas discussões recentes que terminaram em morte por causa de som alto. Em 20 de maio, no Juvevê, o empresário Antonio Humia Dorrio, de 49 anos, matou o vizinho Douglas Regis Junkes, de 36 anos. Na situação, Dorrio atingiu três disparos contra Junkes no prédio em que moravam. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) no último dia 7 de junho.

Já em 23 de dezembro de 2016, Rosaira Miranda da Silva, de 44 anos, foi vítima de um disparo realizado pela policial civil Kátia das Graças Belo, no Centro Cívico. Rosaira participava de uma confraternização quando foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrida e ficou internada no hospital, mas não resistiu e morreu no dia 1º de janeiro de 2017. Na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a suspeita disse que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.

 

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