Saúde

Pesquisador da UFPR cria aplicativo para diagnosticar diabetes em gestantes

A ferramenta combina o resultado dos exames pré-natais e informa se a paciente tem ou não a doença

(Imagem ilustrativa/Pixabay)

Um pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveu um aplicativo de celular para ajudar no diagnóstico da diabetes mellitus gestacional (DMG), doença que pode ter consequências graves para a mãe e o bebê se não for tratada corretamente. A ferramenta, chamada de d-DMG, foi criada pelo biólogo Waldemar Volanski, doutorando em Ciências Farmacêuticas, com a ajuda de outros quatro desenvolvedores.



O aplicativo, que é voltado para os médicos, tem uma interface simples e é fácil de ser utilizado. Os profissionais inserem os dados dos exames pré-natais da paciente na plataforma e o software cruza as informações, concluindo se a gestante possui a doença ou se, na verdade, ela apresenta outro problema.

“Existe uma carência de ferramentas desse tipo, para auxiliar no diagnóstico dessa doença e, por isso, desenvolvemos o aplicativo. A diabetes gestacional tem variantes difíceis de serem identificadas e a plataforma faz isso em questão de segundos”, explicou o biólogo.

Segundo ele, os exames avaliados pelo aplicativo são os glicêmicos, como hemoglobina glicada e glicemia com ou sem jejum. “Há casos em que a doença é descoberta cedo, mas, na maioria das vezes, o diagnóstico ocorre entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. A ferramenta combina o resultado de todos esses testes e informa qual é a situação da paciente. O médico não precisa ficar verificando tabelas nem nada, o d-DMG foi feito justamente para evitar erros”, completou.

A doença

A DMG é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma intolerância a carboidratos de gravidade variável que se inicia durante a gestação e não preenche os critérios diagnósticos de diabetes preexistente.

Caso não seja tratada, a doença pode causar inúmeros malefícios para a paciente, como parto prematuro, infecção, necessidade de cesariana, a possibilidade de aborto e maior tempo de internação pós-parto. Tanto a mãe quanto o bebê, após o nascimento, podem sofrer com doenças metabólicas e diabetes tipo 2.

“A DMG é a doença que mais afeta as gestantes. Em Curitiba, entre 14% a 18% das mulheres grávidas têm diabetes, isso é muita coisa. É importante saber que ela é fácil de ser tratada. Geralmente, a paciente faz dieta, exercício físico e tem uma vida normal. Existem pessoas, no entanto, que não respondem bem a apenas esse tratamento e terão que usar insulina. Independente disso, a gravidez será tranquila se a diabetes for tratada”, finalizou.

O d-GDM é gratuito e está disponível para Android na Google Play Store. Apesar de não ter para IOS, o aplicativo também é viabilizado em versão web que pode ser utilizada por outros sistemas operacionais.

*Banda B-Marina Sequinel e Rafael Torquato 

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