Animal

Paraná ganha mercado com retirada de vacinação contra aftosa

Avaliação é do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, para quem o Paraná passa a ser mais competitivo

O Paraná integrava o Bloco V previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Antônio de Picolli)

O pedido do Estado do Paraná, de antecipar para novembro de 2019 a retirada da vacinação contra a febre aftosa, foi aprovado pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A decisão foi comemorada pelo setor produtivo paranaense.



“Essa medida é fundamental para ganharmos mercado, especialmente o internacional. Aparentemente, as pessoas podem achar que a questão da febre aftosa só afeta o gado bovino, mas não é apenas isso. O fato de não sermos livres de aftosa sem vacinação impede o cooperativismo e demais empresas de competir em alguns países que exigem esse status. Esse era um pleito antigo que as entidades e empresas ligadas ao agronegócio estavam defendendo há bastante tempo, entre as quais a Ocepar, a Faep e demais representações. Com a permissão do Ministério da Agricultura, a partir do ano que vem teremos um tempo necessário para realizarmos a transição, o que vai possibilitar a antecipação em dois anos dessa condição”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

O Paraná integrava o Bloco V previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) junto com o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, estados que irão parar de vacinar em maio de 2021. Santa Catarina, que já não realiza a vacina, também faz parte do grupo.

Agradecimento

“Nós temos que agradecer o empenho do Ministério da Agricultura, que entendeu a importância disso para o Estado e reconheceu que nós fizemos a tarefa de casa, seja nas estruturas de fiscalização e controle nas barreiras, na recomposição das equipes de fiscalização, feitas para dar segurança necessária para que possamos deixar de vacinar o rebanho paranaense. Hoje a melhor rede de proteção da região Sul foi construída pelo Estado do Paraná. O vírus da doença não circula há bastante tempo por aqui, mas é preciso monitorar ele e o risco sempre vai existir. Se nós provarmos que temos condições de monitorar e controlar o fluxo de animais, nós poderemos conquistar essa condição. Para mim, é a principal medida que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, aprova para o Estado do Paraná”, destacou Ricken.

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