Cidades

Paralisação dos caminhoneiros traz risco de epidemia com a morte de animais

(Foto Jonas Oliveira/Aen)

A impossibilidade de descarte adequado para animais mortos, por consequência da paralisação dos caminhoneiros, traz um risco de epidemia, o que pode resultar em doenças à população e até colocar em risco as exportações de carne. O alerta é das autoridades de saúde pública e também da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).



Mais de um bilhão de aves e 20 milhões de suínos estão em risco de morte como consequência dos bloqueios nas estradas. Até agora, segundo a ABPA, desde o início da greve, em todo o Brasil, são quase 70 milhões de aves mortas. O diretor-executivo da associação, Ricardo Santin, relata a preocupação dos produtores e empresários com o problema que pode afetar a saúde da população.

“Temos alguns casos de lotes com cem mil. Não é humanamente possível abrir buracos para enterrar esses animais e nem cobrir eles de terra. Eles vão ter que ficar mortos à céu aberto, proliferando doenças, bactérias, moscas e virando um problema de saúde pública, sem falar do problema do meio ambiente, já que isso pode ir para os lençóis freáticos e para os rios”, afirmou.

A associação garante, também, que já há registros de canibalismo entre animais que estão passando fome. Ricardo Santin explica que, em uma das principais empresas de abate de aves, os números são alarmantes. E, por consequência, o prejuízo também.

O setor produtivo estadual também se diz preocupado com esse problema. O presidente da Federação da Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, se manifestou durante um encontro do G7 – grupo que reúne as principais entidades do setor no estado.

“É muito grave a questão sanitária. Esses animais que são abatidos não podem ser transportados para serem incinerados. Estamos correndo um risco de uma epidemia se estender e prejudicar toda a população brasileira. A partir do momento que essas aves começam a ser abatidas elas podem criar um grave problema para as exportações brasileiras.”

Segundo a Fiep, as indústrias paranaenses estão próximas da perda máxima de R$ 550 milhões por dia. Para a Federação, na situação atual, considerando o fim da paralisação, o setor produtivo do estado ainda levaria até oito dias para conseguir normalizar o atendimento às necessidades básicas da população.

O setor produtivo estadual também se diz preocupado com esse problema. O presidente da Federação da Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, se manifestou durante um encontro do G7 – grupo que reúne as principais entidades do setor no estado.

“É muito grave a questão sanitária. Esses animais que são abatidos não podem ser transportados para serem incinerados. Estamos correndo um risco de uma epidemia se estender e prejudicar toda a população brasileira. A partir do momento que essas aves começam a ser abatidas elas podem criar um grave problema para as exportações brasileiras.”

Segundo a Fiep, as indústrias paranaenses estão próximas da perda máxima de R$ 550 milhões por dia. Para a Federação, na situação atual, considerando o fim da paralisação, o setor produtivo do estado ainda levaria até oito dias para conseguir normalizar o atendimento às necessidades básicas da população.

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