Opinião

Os erros -feios – dos institutos de pesquisas

Decididamente alguns institutos de pesquisas terão de rever seus posicionamentos ou modelo de busca de informações sobre intenções de votos dos brasileiros. O primeiro a avisar que não confiava nas pesquisas, embora estivesse sendo beneficiada por ela, foi o senador e candidato derrotado ao Senado Federal, Roberto Requião (MDB). Lembro que, no auge das intenções de votos, com 39%, ele disse que se quisesse comprar um peixe iria na peixaria e se quisesse comprar uma pesquisa iria no Ibope. Tinha razão. Despencou de 39% para menos de 15% e perdeu a eleição.



Cláudio Humberto, do Diário do Pode, também avalia as pesquisas. Segundo ele, os institutos de pesquisa erraram feio mais uma vez, e não vão se explicar, como sempre. O Datafolha cravou que Eduardo Suplicy (PT) estava eleito senador, em São Paulo. Perdeu. No Rio, o Ibope divulgou pesquisa na véspera da eleição indicando 4º lugar e 12% para Wilson Witzel (PSL) na disputa para governador. Foi o mais votado, com 42%.

No Jornal Nacional de sábado, a 12 horas de iniciar a votação, Ibope e Datafolha cravaram 40% para Jair Bolsonaro. Deu 47%. Em Minas, o Ibope de sábado (6) deu Anastasia com 42% para o governo. Contados os votos, Zema (Novo), em 3º no Ibope, teve 43%. Ibope e Datafolha e outros institutos apontaram Dilma eleita senadora em Minas, “mais votada” etc. Só o eleitor não acreditou na lorota.

As pesquisas da véspera da eleição apontaram 7% (Ibope) e 8% Datafolha para Alckmin. O tucano, um político estadual, teve metade.

Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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