Colunista

Onde investir na crise

A Dona Ruth, de Ponta Grossa, recebeu uma herança do pai falecido e me pergunta o que fazer com o dinheiro nessa época de indefinição quanto ao futuro do país, até pela eleição que vem por aí.
Vamos lá. O que importa é o objetivo do investimento e o tempo em que vamos precisar resgatar ele, ou seja, a liquidez.



Pois bem, todos devemos ter uma reserva para emergência, por exemplo, para um período desempregado ou para um procedimento médico não coberto pelo plano de saúde. Dinheiro que, na segunda cedo, vamos ao banco e podemos sacar. É investimento de curto prazo e este só tem um destino: SELIC, a taxa básica de juros da economia. Produtos, são dois: LFT, que compramos abrindo uma conta no Tesouro Direto, ou cotas de um Fundo DI no banco, que tem como base exatamente a variação da SELIC. O pulo do gato aqui é a taxa de administração, que nunca pode superar 1%.

Já se o investimento for para resgate no médio prazo- para lá de 5 anos- para dar entrada num imóvel ou fazer uma viagem ao exterior com a família, o destino do investimento é outro. Um CDB de um banco médio, que vai pagar uns 110% do CDI, cotas de fundos multimercado, letras de crédito do agronegócio e NTNBs.

Por fim, se não precisar do dinheiro no curto e médio prazo, vale a pena ter uma outra previdência, especialmente num fundo de pensão, para complementar a previdência social.

Entregar o futuro a quem entende de investimentos e não arriscar individualmente na Bolsa, por exemplo.

Renato Follador

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