Opinião

O Papa não entrou na conversa fiada de Maduro

Foto: Giuseppe Ciccia/Brazil Photo Press/Folhapress

Com todo o respeito à sua Santidade, mas se o Papa fosse trouxa, não seria Papa! Mandou às favas o tiranete bufão da Venezuela, Nicolás Maduro em carta resposta a seu pedido de intermediação na grave crise que passa o País vizinho, segundo revelou um jornal italiano, notícia não confirmada nem desmentida pelo Vaticano. De forma educada, elegante, mas nada sacra, o argentino Francisco Bergoglio, que ocupa o trono de São Pedro, passou uma humilhante descompostura no tiranete que lhe pediu desesperada ajuda em carta enviada no mês passado.



Em resposta dura ao pedido do rufião bolivarista que usurpou o cargo de presidente da Venezuela e sobrevive se equilibrando em cima do arame esticado pela corja militar que o sustenta, o Papa Francisco colocou em dúvidas as verdadeiras intenções do tiranete. Segundo a missiva enviada, o Papa lembrou que “infelizmente todas as tentativas ( de mediação) foram interrompidas porque o que foi decidido nas reuniões não foi seguido por gestos concretos para chegar ao acordo”.

Esse Papa não é trouxa para cair na conversa ardilosa e cínica desse tirano que comete um dos maiores crimes humanitários da atualidade, sabe como ele age em seu cinismo enquanto mata o povo velezuelano de fome e de bala. Como argentino que é, conhece como são as relações de poderes estas plagas das Américas e não vai se meter e nem por a mão no fogo por um sujeitos desacreditado, sem honra nem credibilidade, ainda que ele diga que ele defende a causa de Deus, como disse com toda a desfaçatez na carta que enviou à Roma clamando ajuda.

O destino desse bandoleiro assassino que ainda se julga presidente da Venezuela já está traçado, a única dúvida é saber como ele vai terminar, se esfolado em praça pública ou em algum desterro usufruindo das riquezas que ele e sua quadrilha tem saqueado do País e do seu povo. Outra dúvida é se a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffman vai viajar para Carácas para compor pelotão de frente da tropa bolivariana, junto com mais alguns débeis petistas, em defesa da nobre causa socialista bolivariana, levando a tiracolo Fernando Haddad, o projeto inacabado e fracassado de presidente que São Paulo, onde foi prefeito, quer longe.

Não há mais nada que sustente Maduro por muito tempo no poder na Venezuela, a não ser as Forças Armadas corrompidas e quadrilheira junto com as milícias bolivarianas, caricaturas de mercenários que podem virar o cocho a qualquer momento e deixar o tiranete com o pincel na mão. Quase todas as nações civilizadas do mundo condenam o regime, a Internacional Socialista também já não o reconhece, retirou seu apoio. Além da Rússia e da China, que tem interesse no petróleo venezuelano, como também tem os Estados Unidos, só ficaram ao lado de Maduro figuras bizarras e que igualmente se equilibram na corda bamba, como o casal que governa a Nicarágua. Talvez o único esperto seja o índio Evo Morales, que joga nas duas pontas.

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