Brasil

Novo levantamento aponta prejuízo de R$ 1,5 bilhão no Porto de Santos após greve

Prejuízo leva em conta os cerca de 70 navios parados na barra e a movimentação de contêineres e granéis sólidos como milho e soja, que foi prejudicada com a greve.

Fuzileiros navais participaram da operação com outros agentes de segurança no Porto de Santos, SP (Foto: Rodrigo Nardelli/G1)

Um novo levantamento da entidade que representa as agências de navegação, finalizado na noite de sexta-feira (1º), após os 11 dias de greve dos caminhoneiros, aponta que o prejuízo no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, chega a R$ 1,5 bilhão. A paralisação bloqueou estradas em todo o país, impedindo o tráfego de caminhões, e bloqueou os acessos aos terminais do Porto por 11 dias.

Na manhã de sexta-feira, o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), havia divulgado que o prejuízo era superior a R$ 370 milhões, valor calculado apenas na primeira semana de greve.



De acordo com o Sindamar, o levantamento leva em conta os cerca de 70 navios parados na barra, que aguardam autorização para atracar, e a movimentação de contêineres e granéis sólidos como milho e soja, que foi prejudicada com a greve. A expectativa é que as operações sejam normalizadas em 10 dias.

A Federação Nacional dos Operadores Portuários afirma que o prejuízo vai além do dinheiro. Com o atraso dos prazos de entrega das mercadorias, a imagem do país também fica prejudicada. “O prejuízo financeiro é absurdo, perda de credibilidade. Porque no mercado de comércio exterior, o comprador não fica esperando, ele vai buscar em outro lugar e nós vamos ter que exportar nossos produtos em outros momentos. No setor de operação e serviços, tempo perdido é perdido mesmo, não se recupera”, explica o presidente da Federação Nacional de Operação Portuárias, Sérgio Aquino.

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