Agronegócio

Municípios apostam em produtos regionais para atrair turistas

Ribeirão Claro é um dos principais atrativos da rota do café, por preservar a cultura, arquitetura, entre outros

Café de Ribeirão Claro preserva estrutura cafeeira que marcou a colonização de boa parte do interior deste estado – Foto: Antônio de Picolli

A Rota do Café foi criada com apoio do Sebrae, há 10 anos, para ampliar o leque de atrativos da região Norte do Paraná, até então centralizados nos eventos e nos negócios, deposta como uma das mais promissoras alternativas para alavancar a economia regional e, tem em Ribeirão Claro, Norte Pioneiro do Paraná, a maior experiência em preservação da estrutura cafeeira que marcou a colonização de boa parte do interior deste estado.



O projeto Rota do Café, apesar de ser criado a partir de Londrina, tem no Norte Pioneiro o principal atrativo. A cultura do café praticamente foi dizimada no Paraná a partir da devastadora geada negra de 1975. No entanto, município como Ribeirão Claro, Carlópolis, entre outros, mantiveram intacta toda a estrutura criada no início do século passado.

Apesar dos estragos causados pelas geadas, muitos produtores abnegados retomaram a atividade, que nos últimos anos vem crescendo, principalmente através de iniciativas como as do Sebrae que desenvolve um programa de qualidade que tornou a cafeicultura do Norte Pioneiro tão competitiva que hoje concorre com tradicionais regiões produtoras, principalmente de Minas Gerais.

ATRATIVOS – As fazendas que recebem visitantes se espalham por nove municípios num raio de 200 quilômetros a partir de Londrina. São mais de 30 atrações. Entre elas estão a Monte Bello, em Ribeirão Claro, e a Palmeira, onde se descobre como o café é cultivado e pode-se aprender como fazer e usufruir de diferentes tipos da bebida. A experiência é única, e não se resume ao café – inclui trilhas ecológicas, banhos de cachoeira e observação de pássaros. Para os mais envolvidos é possível até participar da colheita.

Nas cidades, museus revelam o passado enquanto cafeterias gourmet rendem homenagem ao ouro verde, como já foi chamado o café em Londrina, conhecida em tempos áureos como a capital mundial do café. De surpresa em surpresa, a Rota do Café trabalha na recuperação de importante período da história econômica do Paraná e do Brasil, sem descuidar da preservação do meio ambiente. Afinal, é a base que a sustenta.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – No Estado, o turismo é uma prioridade da atual gestão, por ser um importante pilar de desenvolvimento econômico. “Conheça, viva, surpreenda-se” é o mote da campanha publicitária criada pelo Governo do Paraná para incentivar o crescimento do setor e fomentar a economia local. Os atrativos e informações turísticas de municípios paranaenses estão disponíveis em um portal exclusivo (http://www.viajeparana.com).

“O turismo, nesta gestão, é trabalhado como uma estratégia para o desenvolvimento econômico do Paraná, para torná-lo mais competitivo e mais justo para a população”, explica o presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl.

O Paraná desenvolve toda uma estratégia de marketing turístico buscando valorizar as regiões e incentivando o turismo interno. É o que revela o secretário de comunicação do Estado, Hudson José, jornalista experiente e que foca a atuação de sua pasta na valorização das riquezas locais. O Norte Pioneiro, segundo ele, passa a receber uma atenção especial, por suas riquezas naturais e arquitetônicas.

Além da Rota do Café, merece atenção especial a Rota do Rosário, incentivando o turismo religioso e o Projeto Angra Doce, que envolve o vizinho Estado de São Paulo, que compartilha as belezas proporcionadas pela represa da hidrelétrica de Chavantes.

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