Colunista

MP assume agora poder de polícia nos estádios

Se deixar, ou bobear, como se diz no linguajar futebolístico, o Ministério Público entrará em campo, assumirá o apito, atuando como juiz, e escalará os dois times que disputarão a partida. Também será o dono da bola.



O Ministério Público também assumirá o papel de polícia.  Na próxima quarta-feira (16), por iniciativa deles (procuradores do Ministério Público), na Arena da Baixada, no jogo entre Atlético-PR e Cruzeiro, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, não haverá torcida adversária.

Sem graça. Será que a Polícia Militar (aliás, a competente Polícia do Paraná) não tem condições de controlar torcidas de times de futebol. Será que o MP precisa intervir. São perguntas que certamente ficarão engasgadas nas gargantas de muita gente.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, a medida busca reduzir as ocorrências de atos de violência entre torcidas rivais, dentro e fora dos estádios e, consequentemente, a quantidade de efetivo policial necessário nos dias de jogos.

A exemplo das audiências públicas para tudo, lamentavelmente não tivemos audiência pública para discutirmos se podemos ou não assistir a uma partida de futebol, pois agora também dependemos do Ministério Público.

 

Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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