Acidente

Menino que morreu preso por vidro elétrico era fã de carros; família está em choque

O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (2) na zona rural de Ibaiti

Carro da família foi apreendido para perícia, mas indícios apontam para uma fatalidade (Divulgação/Polícia Civil)

menino de três anos que morreu após ficar com o pescoço preso no vidro elétrico de um veículo era fã do mundo automobilístico e adorava brincar com tudo o que envolvia carro. O caso, que chocou o Paraná e ganhou grande repercussão, aconteceu na tarde desta terça-feira (2) na zona rural de Ibaiti, no Norte do Paraná.



O delegado Isaías Fernando Machado, responsável pelo caso, relatou que os pais do menino colhiam café, enquanto a criança foi deixada na residência. “O filho ficou em casa, perto do local onde os adultos trabalhavam. O garoto gostava muito de brincar e de tudo o que envolvia carro, e o casal tem um veículo Parati de 97. Quando os dois voltaram para o imóvel, encontraram a criança esganada pelo vidro elétrico”, disse ele em entrevista à Banda B.

O garoto chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu e acabou morrendo. De acordo com o delegado, a perícia preliminar no automóvel indicou que o caso se trata de uma fatalidade. “O veículo é antigo e os utilitários ligam sem a chave estar na ignição. Além disso, o vidro não para quando encontra um obstáculo, diferente dos carros mais novos”, completou.

Segundo Machado, a criança estava com o pescoço e a cabeça para fora da janela, no banco do passageiro da frente. “Nós acreditamos que o menino deve ter acionado voluntária ou involuntariamente o botão do vidro, possivelmente com os pés. Se ele estivesse com as mãos para o lado de fora, talvez conseguisse forçar o vidro, mas não foi o que aconteceu”, lamentou.

Família em choque

O delegado afirmou que os pais do menino, que era filho único, estão em estado de choque. Até o momento, a polícia não encontrou nada que indique que houve um crime. “Em um caso como esse, a legislação só admitiria prisão se houvesse um ato deliberado ou culposo muito evidente, o que não parece ser o que aconteceu. Nós vamos aguardar a perícia completa do carro e os exames no corpo da criança para concluir o inquérito. Se os pais forem responsabilizados de alguma forma, existe a possibilidade de perdão judicial, que considera o pesar que o fato provocou à família”.

Machado aproveitou para fazer um alerta aos pais sobre o cuidado com os filhos. “É preciso ficar atento. É muito importante que a família verifique a questão de utilitários e acessórios nos veículos e evite deixar a criança brincando dentro do automóvel”, concluiu.

Banda B

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