Opinião

Maior problema de Moro será o sistema carcerário superlotado

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em Brasília, onde estreia como político, o ainda juiz federal, Sergio Moro, futuro ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, disse a jornalista que vai começar a planejar o futuro da pasta e mandou recados para o Congresso Nacional sobre mudanças legislativas que pretender ver aprovadas. Entre elas, a destinação de recursos das loterias para o Fundo Nacional de Segurança Pública e o endurecimento na execução das penas para crimes considerados violentos, como homicídios qualificados.



Segundo a reportagem do Estadão, que acompanhou moro em suas agendas em Brasília, ele ouviu do ministro Jungmann e do Departamento Penitenciário Nacional o diagnóstico do governo atual de que é preciso conter o encarceramento em massa. Se o presidente eleito fala em “prender e deixar preso” e não apresentou propostas para reduzir a superlotação, Moro disse que a questão carcerária é um problema sobre o qual está refletindo “da forma mais apropriada”. “É necessário criar vagas. É necessário, eventualmente, ter um filtro melhor”, disse ele, em um aceno ao trabalho atualmente desenvolvido no ministério.

O Moro político, avaliou o Estadão, disse que não é de seu feitio apontar “herança maldita”, falou que houve avanços nos últimos anos, apesar de carências históricas na área da segurança pública, e em continuidade e aprimoramento, mirando o futuro. As urnas, segundo ele, vocalizaram uma grande insatisfação da população com a segurança pública e este é o momento propício para a apresentação de projetos legislativos. Quer medidas fortes e simples.

Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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