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Justiça manda soltar mãe que jogou carrinho com criança contra calçada

Larissa Neuza Turek de Andrade foi presa em flagrante no sábado pelo crime de lesão corporal e ameaça

Larissa Turek vai responder pelo crime em liberdade (Arquivo)

A juíza substituta Fernanda Orsomarzo concedeu na manhã desta segunda-feira (11), liberdade provisória a Larissa Neuza Turek de Andrade, presa no fim da manhã de sábado (9), em Santo Antônio da Platina, por jogar um carrinho de bebê, com a própria filha de um ano e três meses, contra a calçada, causando ferimentos na criança.



Na decisão, a juíza também dispensou pagamento de fiança, aplicando medidas que entendeu adequadas para o caso: comparecimento mensal em juízo, para informar e justificar suas atividades; proibição de manter contato com a conselheira tutelar Renata Cristina Vieira de Arruda, bem como com seus familiares, por qualquer meio; proibição de se ausentar da Comarca em que reside por mais de oito dias sem comunicar o Juízo; recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.

A decisão judicial foi cumprida na tarde desta segunda-feira, quando Larissa Turek deixou a cadeia pública de Santo Antônio da Platina para responder o processo em liberdade.

Entenda o caso

O caso ocorreu na manhã de sábado (9) e foi registrado por uma câmera de segurança. A mulher joga o carrinho de bebê com a filha de um ano e três meses contra a calçada, e a criança cai no chão.

Um rapaz que passava pela rua tirou satisfações com a mulher e acionou a Polícia Militar. A mãe da menina foi presa por lesão corporal grave, e a criança levada para um abrigo do município, após receber atendimento médico.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu a prisão preventiva de Larissa Neuza Turek de Andrade. A promotora Natasha Scafi de Vasconcelos argumentou na decisão que “após o crime de lesões corporais praticados contra a própria filha bebê, a autuada ainda mostrou total indiferença pela Justiça, vez que mesmo presa em flagrante por tal crime, praticou novo crime, qual seja a ameaça, na própria delegacia de polícia, na presença de todos os agentes que ali estavam, afirmando que mataria a Conselheira Tutelar após sair daquela situação”. O pedido foi negado pela Justiça.

O caso ganhou repercussão nacional.

Agressões na cadeia

No fim de semana, a imagem de uma mulher supostamente agredida viralizou nas redes sociais sugerindo tratar-se de Larissa Turek. A informação, no entanto, foi desmentida pela Polícia Civil. Nesta segunda-feira (11), um vídeo que se propagou na internet mostrando uma mulher sendo agredida dentro de uma cela por uma presa, tem como suposta vítima a mulher detida por causar lesões corporais graves na própria filha. Contudo, segundo o delegado Rafael Guimarães, tudo não passou de uma simulação para impressionar outras presas que prometiam justiça com as próprias mãos a Larissa Turek.

O titular da 38ª Delegacia Regional de Polícia informou que o aparelho celular usado para filmar a falsa agressão foi apreendido por agentes do Depen, e que as detentas envolvidas na trama foram identificadas.

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