Colunista

Dinheiro na mão é vendaval

Amigo ouvinte, se te fosse oferecido, na hora da aposentadoria, aos 65 anos, por exemplo, pegar R$ 2 milhões à vista ou R$ 12 mil mensais corrigidos até morrer, o que você preferiria?
Uma grana alta já, na mão, ou a garantia de uma renda vitalícia?
Pois é, essa é a grande dúvida- e a grande decisão- de quem tem previdência privada.
Agora, considerando uma tábua de mortalidade moderna- que prevê uma longevidade maior- as duas opções se equivalem.
Ocorre que o problema vem depois da concessão.
Na renda vitalícia, a previdência privada usa uma tábua que prevê uma sobrevida de 21 anos, estimando o aposentado chegar aos 86 anos. Na hora da aposentadoria, a reserva previdenciária individual torna-se coletiva para garantir o pagamento até a morte de todos. Como todos não vão morrer exatamente aos 86 anos, quem morrer antes financia a aposentadoria de quem morrer além dos 86 anos. Ah, e se falecer aos 70 anos, o saldo vai para a família? Não, porque vai ter gente que vai morrer aos 100 anos.
Perceberam. Quem se aposenta dorme tranquilo. Nunca vai faltar dinheiro.
Agora a outra opção: pegar os R$ 2 milhões. Aqui, o aposentado vai ter que entender muito de finanças para aplicar bem e fazer o dinheiro durar o maior tempo possível. Se morrer, o saldo fica com a família, mas, claro, pode acabar antes, em vida.
Minha experiência: quem pegou grana na mão, passou necessidades na velhice, quando viveu mais que o esperado.



Renato Follador

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