Opinião

Deputado ameaça delatar quem mamou nas tetas

Se você quer apenas um pequeno exemplo, uma amostra da qualificação moral e ética da Assembleia Legislativa do Paraná, com raras exceções de seus integrantes, é só prestar atenção nas pequenas notas que tem saído nas colunas políticas e nos blogs, nunca desmentidas, dando conta da irritação do deputado Plauto Miró. Magoado com a retirada de seu pessoal dos cargos que possuía espalhados pelo governo, Miró estaria ameaçando colocar a boca no trombone, denunciando muitos de seus pares, entre outros, com o que seria escabrosas denúncias de corrupção escondidas embaixo dos tapetes da nobre Casa Legislativa.



Oito anos consecutivos ocupando o cargo de segundo secretário da Assembleia, o agora bom moço estaria ameaçando revelar com fartas provas que foi juntando ao longo no calvário de sua atuação parlamentar alguns colegas deputados que sempre pousaram galantes defensores do povo, com discursos de moralidade e probidade, enquanto metiam a mão no jarro. Gente muito próxima e também distantes na orgia do poder enquanto Beto Richa fazia de conta que governava e arrombava os cofres do Tesouro do Estado. Pessoal que permanece nos cercanias do novo poder instalado e que não se encontram foragidos como o primo distante de Beto Richa, o inefável Luiz Abi, escondido em algum lugar do Líbano.

Plauto Miró sente-se escanteado e esvaziado no poder com o qual sempre se acostumou com outros governadores, tiraram dele a fatia que lhe cabia, dispensaram dos cargos seus aliados e ameaçam deixa-lo de fora da do baile, sem confetes nem serpentinas, rejeitado pelos cantos da nobre Casa do Povo. Por isso estaria vivendo em estado de depressão pós parto fora do poder, ameaçando relatar o que viu, ou viu, quem sabe até mesmo do que participou, mostrando ao povo paranaense o que ele sempre suspeitou. Teria dito o representante dos Campos Gerais, que não tem vocação para segurar úbere de vaca para outros mamarem.

No dialeto desse pessoal, esta é uma expressão que já insinua muita coisa, que seguramente eles entendem, mas que se torna necessário e obrigatório ao deputado ameaçador explicar ao povo paranaense o que significa e o que ele quis efetivamente dizer. Para que fique registrado e se avance um pouco mais no terreno para sair desse nheco-nheco de linguagem marginal e vulgar mais compreensível e entendível pela delinquência do que para gente honesta, trabalhadora, a quem eles deveriam estar representando com honestidade de propósitos, com probidade e honestidade. Sem trair a confiança de ninguém, nem mesmo dos outros animais, aqueles irracionais que habitam os campos gerais e que ensinaram algumas crianças no passado, desde a mais tenra idade, como se faz para mamar nas tetas.

Alguns aprenderam com tanta competência, eficiência e voracidade que fizeram pós graduação, são PHDs quando se trata das mamas nas tetas do governo.

Com a palavra, o ilustre deputado Plauto Miró! E que de o nome dos bois da vaca.

 

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