Opinião

Continência de Bolsonaro enfurece esquerda que se ajoelhou diante de ditadores

Até quando fica de boca calada, Jair Bolsonaro provoca a ira da esquerda. A última do presidente eleito que enfureceu as hostes do PT e seus aliados foi ter prestado continência ao encontrar o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton. Entre os que estão reclamando da suposta “subserviência” do presidente eleito ao americano, estão Guilherme Boulos, Manuela D’Ávila, Lindbergh Farias, Ivan Valente, Humberto Costa, dentre outros.



Pois bem: Bolsonaro tem mesmo essa mania, herdada dos tempos de quartel, de bater continência a um interlocutor ilustre. Procedeu assim ao encontrar-se com a procuradora-geral Raquel Dodge. Deve fazer o gesto ao acordar, deitar, olhar-se no espelho, etc.

É um gesto espontâneo, que em algumas ocasiões não pega bem. Como hoje, ao receber o secretário de Segurança dos EUA.

Mas a esquerda não tem motivo para censurá-lo. Melhor seria ter se calado para evitar a comparação: o governo do PT ajoelhou-se diante das ditaduras da África e América Latina e financiou-as com dinheiro público subsidiado em troca de propina.

Evo Morales confiscou as refinarias e postos de distribuição da Petrobras, e Lula se calou. No último dia de seu governo desastroso, Dilma Rousseff vendeu os ativos da Petrobras na Argentina a preço de banana.

A lista é longa!

É melhor, portanto, ter um presidente que comete o pecado venial de bater continência do que um que dilapida o patrimônio público para obter vantagens para o seu partido e si próprio.

Jornalista e escritor.

Facebook Comments
Compartilhe: