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Bombeiros identificam o aparecimento de caravelas portuguesas no litoral paranaense

Foto: Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros identificou a presença das caravelas portuguesas nesta temporada de verão no litoral paranaense. Elas são diferentes das águas-vivas e podem ser consideradas mais perigosas.



Segundo a tenente Ana Paula Zanlorenzzi, do Corpo de Bombeiros, as caravelas, assim como as águas-vivas, são trazidas por correntes marítimas. A incidência delas está ligada a fatores climáticos e à temperatura da água.

Ana Paula explica como o banhista pode reconhecer uma caravela portuguesa. “Ela tem uma coloração meio roxinha, meio azul, ela tem a aparência de um balãozinho. E ela tem um comprimento um pouco maior e essa parte que acaba encostando nas pessoas”, diz.

Em caso de contato com uma caravela, o banhista deve adotar o mesmo procedimento daquele divulgado para a água-viva. “A caravela é mais perigosa do que a água-viva. Então a gente orienta que a qualquer sinal de contato, seja com água-viva ou com caravela, procure um posto de guarda-vidas para orientações e caso necessário até encaminhamento médico”, destaca.

Outra informação importante: não esfregar o local. Caso não encontre um posto de guarda-vidas, o banhista deve lavar o local somente com água do mar ou vinagre, e posteriormente procurar o atendimento médico. Isto deve ser feito especialmente se houver alergia, dores pelo corpo, tonturas e náuseas.

Sobre as águas-vivas, o número de acidentes varia a cada ano no litoral do Estado, como lembra a tenente. “A gente tem já de forma bastante recorrente água-viva no nosso litoral. Isso em virtude das correntes, da temperatura da água, varia de ano para ano. Já tivemos temporada que atendemos mais de 20 mil casos e no ano seguinte não chegou a dois mil”, disse.

Ela revela que o Corpo de Bombeiros já atendeu cerca de 100 casos de contatos com águas-vivas desde o início desta Operação Verão.

Joyce Carvalho – CBN Curitiba

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