Meio Ambiente

Angra Doce integra projeto turístico do governo estadual

Mil quilômetros de praias de água doce, incluindo municípios da região, enriquecem turismo do Paraná

Numa das pontas, o projeto Angra Doce e suas dezenas de ilhas, prainhas e cachoeiras, nos municípios de Ribeirão Claro, Carlópolis e Siqueira Campos; na outra, nada menos que as Cataratas do Iguaçu e o Lago de Itaipu. No meio, tanta água e tantas atrações aquáticas que são capazes de fazer inveja aos mais belos e disputados litorais do país.



É verdade que o Paraná tem o menor litoral entre os estados da costa brasileira. Em compensação, tem uma extensão de mais de mil quilômetros de rios contínuos que marcam a divisa do estado com São Paulo, ao Norte; a divisa com o Mato Grosso do Sul no Noroeste, e a fronteira com o Paraguai, a Oeste.

De uma ponta a outra, os rios Paranapanema e Paraná desenham os contornos do estado somando incontáveis praias de água doce em margens aumentadas pelos imensos lagos das usinas Chavantes, Capivara, Taquaruçu, Rosana e Itaipu. É espaço para praias, banhos, esportes aquáticos, cachoeiras, matas, resorts e diversão. E muito investimento numa atividade sustentável, que contribui para a preservação ambiental.

“O circuito de água doce é prioritário para o desenvolvimento do turismo”, explica o diretor-presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl, ao falar dos planos da atual administração para melhorar a infraestrutura e incentivar novos empreendimentos. A ideia, segundo ele, é desenvolver o turismo como uma opção econômica, com a geração de empregos e renda, e melhoria da qualidade de vida da população.

PORTO RICO – A enorme extensão de rios é como se fosse um litoral interno, sem nada a dever aos prazeres proporcionados pelas águas salgadas dos oceanos. Praticamente no meio desses mil quilômetros está o município de Porto Rico, hoje talvez tão conhecido pelos veranistas paranaenses como as praias de Guaratuba e Caiobá.

De acordo com o secretário de Turismo da cidade, Christian Begosso, a população da cidade, de 2,6 mil habitantes, chega a 14 mil na temporada, movimentando hotéis, pousadas, restaurantes e serviços turísticos. Além disso, a vantagem é que temporada chega a oito meses por ano, com uma média de temperatura variando entre 28 e 32 graus.

RIBEIRÃO CLARO – Os recantos de lazer e condomínios se sucedem ao longo dos rios Paranapanema e Paraná, onde às vezes acontecem procissões de barcos e chalanas, que se movem entre as dezenas de ilhas. Nas margens, fazendas, plantações, pousadas rústicas e a vida bucólica de pequenas cidades.

No extremo Leste deste corredor de águas que desenha as divisas do Paraná, fica o município de Ribeirão Claro, ponto de chegada para quem quer conhecer o projeto Angra Doce – uma infinidade de água, cascatas e praias ao redor do lago da represa de Chavantes.

São 400 quilômetros quadrados de extensão e o lago tem mais de 9 bilhões de metros cúbicos de água, formado pelos rios Paranapanema e Itararé. Mas antes de chegar lá, é preciso olhar a região de cima, do topo do Morro do Gavião, de onde se descortina um cenário deslumbrante – 360 graus de horizonte muito verde. Embaixo, a propriedade particular oferece estrutura pra receber os turistas, como muitas outras pousadas, restaurantes e quiosques da região.

EMPREGO E RENDA – O município integra um projeto maior, com outras quatro cidades paranaenses e dez paulistas. O projeto é um esforço dos governos dos dois estados para promover a recuperação econômica da região (Norte Pioneiro, no caso do Paraná), por meio do estímulo e da promoção do turismo sustentável. O objetivo, como explica o presidente da Paraná Turismo, é elevar o índice de desenvolvimento, com a atração de investimentos para geração de empregos e mais qualidade de vida.

O lago da Usina Hidrelétrica de Chavantes fica na confluência dos rios Paranapanema e Itararé, e recebeu o nome de Angra Doce por causa das incontáveis baías e ilhas que lembram Angra dos Reis, no Litoral fluminense.

O projeto tem apoio do Programa Cidades do Pacto Global das Nações Unidas e tem perfil mais que propício para a prática de esportes, rafting, canoagem, trekking, asa delta, parapente, equitação e pesca esportiva. Além disso, são inúmeras as cachoeiras, trilhas, praias artificiais e lugares históricos, como a ponte pênsil Alves de Lima, que foi destruída durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e reconstruída quatro anos mais tarde.

Carlópolis e Siqueira Campos são outros pontos turísticos de rara beleza e que vem ganhando a atenção de empreendedores que apostam no turismo. O Balneário da Alemoa, em Siqueira Campos realiza eventos, como o torneio de pesca à corvina, que reúne milhares de pessoas.

Em Carlópolis são dezenas de atividades que ganham em dimensão a cada ano, sem contar os empreendimentos imobiliários que fazem do município grande concentrador de turismo de fins de semana e temporada.

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