Colunista

A criação genial de Gleisi: o Departamento de Sandices Estruturadas do PT

A prisão de Lula levou à ribalta a presidentA do PT e senadora nas horas vagas Gleisi Hoffmann e seu bando de aloprados, conferindo-lhe o título (concedido por este blog) de a mulher mais odiada do Brasil.



Nunca antes na história deste país assistiu-se a tanta babaquice capitaneada pela “Amante”, como Gleisi era tratada pelo setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, encarregada de administrar propinas a agentes políticos e públicos corruptos. Seu envolvimento com a corruptora-mór do país rendeu-lhe um processo no STF e várias denúncias à espera da decisão da Justiça.

Uma cantoria infernal, batucadas, disparos de rojão, encenações “artísticas”, tentativas de visitar o presidiário em atropelo à Lei de Execução Penal, discursos raivosos e despirocados marcam esse mês de acampamento nos arredores da Polícia Federal de Curitiba (pobres moradores da região), somando-se a isso a obstrução dos petistas a todos os projetos do Congresso e seus surtos no plenário e na tribuna. Coroando essa balbúrdia, o carimbo com a esfinge de Lula em notas de reais, as “visões” de Lindbergh Farias – uma nuvem em forma do rosto de Lula e outra replicando o 13 do PT -, seus discursos solitários em feiras públicas (que ele grava como se fosse algo positivo) e, como cereja no coquetel psicótico, os espasmos de Gleisi.

Ela se tornou a porta-voz do destempero e da alucinação. Convocou o “mundo árabe” para libertar Lula (justamente a região onde vicejam os terroristas mais violentos do mundo) e propôs, entre outras maluquices, uma peregrinação a Aparecida do Norte para pedir a intercessão da padroeira do Brasil pela soltura de seu líder, guru, encarnação de Deus na face da terra.

Logo ela que sequer é cristã!

O acinte foi refugado com a velocidade de um raio pela diocese de Aparecida, impondo, assim, mais um à profícua trajetória de vexames protagonizado pela líder petista.

(Quem não se lembra da faixa num estádio de futebol alemão que incentivava o torcedor Luca, ferido em confronto de torcidas – Forza Luca! -, que ela disseminou nas redes sociais como Forza Lula?)

A reação petista capitaneada por Gleisi atesta ao Brasil e ao mundo que, quanto mais se debate em sua desonra, o partido mais se isola. O Primeiro de Maio “histórico” em Curitiba, que reuniu todas as centrais sindicais para pedir a liberdade de Lula, é a prova contendente da solidão e definhamento petista: tinha menos gente lá (cinco mil, segundo a PM) do que no realizado pela Força Sindical em São Paulo.

Gleisi está cumprindo à perfeição a missão que lhe foi delegada pelo presidiário: a de coveira do PT, por meio do abraço de afogados com o líder, um defunto político (lidera as pesquisas de opinião, mas está impedido de disputar eleição por oito anos, pelo menos). Se ao menos ela cumprisse a tarefa com dignidade! Pelo contrário, faz do velório petista um samba do crioulo doido em que não há limite para a aberração.

Devemos ao menos reconhecer o mérito da líder petista: se seus antecessores criaram a PesTapo, rede digital de disseminação de mentiras e ataques aos adversários, ela instituou e comanda – a definição a seguir é de autoria da colega Célia Musilli – o Departamento de Sandices Estruturadas do PT.

Força, Gleisi. Vai fundo, companheira!

José Pedriali 

Jornalista e escritor

Facebook Comments
Compartilhe: