Colunista

Panorama regional

Investigação



A Câmara de Vereadores de Wenceslau Braz, em sua sessão realizada na última segunda-feira (7), por unanimidade, resolveu dar sequencia ao processo de investigação contra o prefeito da cidade Paulo Leonar, acusado de irregularidade na licitação para os serviços de coleta e tratamento do lixo urbano do município. Em contato com a coluna Leonar mostrou-se sereno, alegando que não teme o resultado no inquérito por agiu dentro da legalidade.

 

Vingativo 1

Sempre que o assunto aborda a velha e surrada perseguição política, encontram-se pessoas que saem na defesa do prefeito platinense, José da Silva Coelho Neto, o professor Zezão, para quem ele pode ser tudo (incompetente, fraco, etc…), menos uma pessoa capaz de usar seu poder contra alguém, mesmo que seja um desafeto. O vereador Mineiro prova o contrário e diz que Zezão, como é mais conhecido, se puder, arranca a unha, a pele de um adversário.

 

Vingativo 2

Mineiro fala isso citando uma conversa telefônica à viva voz com Zezão ao lado de um vereador da base do prefeito. Zezão disparou impropérios com o colega, causando constrangimento ao vereador. O tom da voz e as palavras nada tinham a ver com o professor que sempre posou de bonzinho

 

Vingativo 3

Quem sentiu na pele o que é descontentar o prefeito Zezão é a conselheira tutelar Rosimari Alcântara Bertolini, por conta de um entrevero que ela teve no Pronto Socorro Municipal. A ordem era para eliminá-la do Conselho, principalmente porque a moça é rígida nas cobranças ao município quando o assunto é a proteção da criança e do adolescente. Ela vive meses de angústia respondendo a um processo administrativo, arquivado no final das apurações.

 

Voto proibido

Quarta-feira, (9) foi o último dia para o eleitor que pretende participar das Eleições 2018 fazer sua inscrição eleitoral, transferir ou atualizar os dados de seu título. Quem perdeu o prazo está agora com a situação irregular e, por isso, não poderá votar em outubro deste ano, além de estar sujeito a multa e a algumas restrições. A partir desta quinta-feira (10), o cadastro eleitoral está fechado, e qualquer atualização dos dados somente poderá ser feita com a sua reabertura, no dia 5 de novembro.

 

Punição

O eleitor que não votar nem justificar a ausência às urnas vai pagar multa e poderá sofrer uma série de consequências, como não obter passaporte nem carteira de identidade, não receber salário de função ou emprego público e não poder participar de concorrência pública ou administrativa estatal. Além disso, ficará impossibilitado de obter empréstimos em instituições públicas, de se matricular em instituições de ensino e de ser nomeado em concurso público.

 

Cancelamento de título

O eleitor que não votou em três eleições consecutivas nem apresentou justificativa de ausência às urnas também pode ter o título cancelado. Para regularizar a situação, nesse caso, além de pagar as multas, o eleitor terá de comparecer a um cartório após a reabertura do cadastro, munido de documento oficial com foto, comprovante de residência – e do título eleitoral, se o tiver.

 

Biometria 

Outra situação de cancelamento do título ocorre quando o eleitor não participou do cadastramento biométrico obrigatório no município onde vota ou não compareceu de forma voluntária a um cartório eleitoral até 9 de maio para fazê-lo. A biometria tem como objetivo reforçar a garantia de que o eleitor que se apresentou para votar é o mesmo que foi inscrito na Justiça Eleitoral. Assim como na situação anterior, para regularizar sua situação, o eleitor deve comparecer ao cartório a partir de novembro, com os documentos exigidos (bem como o comprovante de quitação da multa, se houver).

 

Balaio de gato

Principais protagonistas da política brasileira nas últimas décadas, MDB, PSDB e PT também lideram a relação dos partidos no Senado com mais problemas na Justiça. O PSDB é a legenda com mais senadores investigados em proporção ao tamanho da bancada (69%). Dos 13 tucanos com assento no Senado, incluindo-se o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (SP), 9 são alvos de inquérito no Supremo Tribunal Federal. Na sequência vêm o MDB, com 12 de seus 18 integrantes com pendências judiciais, e o PT, com 6 de seus 9 representantes – ambos com 67% de seus nomes pendurados na mais alta corte do país. Juntos, PSDB, MDB e PT somam 27 dos 44 senadores que estão sob investigação.

 

De volta pra casa

A restrição do foro privilegiado para parlamentares deve tirar do Supremo Tribunal Federal seis dos nove inquéritos a que responde na corte o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Esses casos tendem a seguir o destino do Inquérito 4392, remetido terça-feira (8) à Justiça de Minas Gerais pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do procedimento, porque se referem a atos atribuídos ao tucano quando ele era governador do estado.

 

Benedito Francisquini

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