Segunda, 20/11/2017

Segurança 11/05/2017 - Felipe Ribeiro e Flávia Barros - Banda B


Sesp diz que estava pronta para mobilização 10 vezes maior e afirma que investimentos foram “necessários”


Secretário falou sobre o esquema no dia seguinte da operação - Flávia Barros – Banda B
A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp) fez um balanço, na tarde desta quinta-feira (11), sobre o esquema de segurança utilizado para o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba. De acordo com o secretário Wagner Mesquita, as polícias envolvidas estavam prontas para uma concentração de pessoas até dez vezes maior, mas que todo o efetivo e instrumentos utilizados foram “necessários” para se evitar qualquer tipo de problema.

De acordo com o secretário Wagner Mesquita, o esquema garantiu a todos o direito de livre expressão e também o direito de ir e vir das pessoas e não houve grandes incidentes ao longo do depoimento. “Estávamos preparados para um evento com uma gravidade muito mais intensa. Havia a informação de que mais de 300 ônibus e 60 mil pessoas viriam até a capital, incluindo grupos com objetivo de ações mais radicais, mas realizamos um diálogo muito franco com as lideranças e quebramos essa animosidade, separando fisicamente esses grupos”, disse.

Ao todo, 1,7 mil policiais militares participaram da operação, sendo a grande maioria no entorno da Justiça Federal. As ocorrências foram apenas leves, incluindo uma pessoa presa por soltar rojão próximo a Justiça Federal. A PM registrou ainda um estouro de rojão próximo ao acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está sendo investigado, e uma briga de bar no bairro Ahú.

Segundo Mesquita, ainda não foi possível contabilizar os recursos gastos para a operação, mas ele afirmou que tudo foi necessário para que qualquer problema fosse evitado. “O compromisso é de transparência e vamos divulgar o valor, mas imagine caso houvesse quebradeira na cidade ou pessoas tivessem se machucado, qual seria a responsabilidade do estado em não aplicar esses recursos”, questionou.

Por fim, o secretário garantiu que a operação não causou prejuízo de patrulhamento em nenhuma cidade do estado do Paraná. “Tenho certeza que a análise pode comprovar que não houve aumento de ocorrência por falta de efetivo”, concluiu.


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