Segunda, 20/11/2017

Paraná 09/11/2017 - Eduardo Xavier - Metro Maringá


Professora é acusada de colocar cabeças de crianças no vaso sanitário como punição


A Secretaria Municipal de Educação de Maringá (Seduc) investiga a denúncia de que uma professora de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) da zona norte teria agredido física e psicologicamente crianças de quatro a cinco anos. O caso também é investigado pela Polícia Civil.

Segundo a Seduc, mães de cinco crianças formalizaram queixas na unidade educacional. Elas relataram que a professora teria levado alunos pelo braço ao banheiro, colocado a cabeça deles no vaso sanitário e acionado a descarga para puni-los por indisciplina.

O Conselho Tutelar também informou que quatro mães fizeram boletins de ocorrência na Polícia Civil. Elas gravaram conversas com os filhos, que dão indícios de agressões. Em um vídeo, que foi reproduzido em programas de TV e nas redes sociais, uma menina conta que ficou de castigo no banheiro e que teve a cabeça colocada no vaso sanitário para não correr mais.

A mãe de uma das crianças que teriam sido agredidas, que preferiu não se identificar, disse que a suspeita surgiu depois que outra mãe viu a filha aplicando castigo em uma boneca. Pais de alunos têm um grupo no WhatsApp desde o começo deste ano por conta de divergências com a professora.

A docente também registrou boletim de ocorrência contra eles por se sentir perseguida. A administração municipal abriu sindicância para apurar o caso. O prazo é de 60 dias, mas pode ser prorrogado.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Valkíria Trindade de Almeida Santos, as denúncias foram formalizadas pelas mães na última segunda-feira (6) e, um dia depois, as 25 crianças da sala na qual a professora leciona foram avaliadas de forma coletiva por uma psicóloga e assessora da unidade educacional.

“Depois, as crianças que demonstraram situações particulares foram ouvidas individualmente”, disse a secretária.

Conforme Valkíria, a professora “foi afastada da função para que o processo de investigação tenha maior isenção”, comentou. O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente.

A Diretoria de Imprensa da prefeitura informou, por meio de nota, que “episódios assim reforçam decisão do prefeito Ulisses Maia (PDT) de instalar câmeras de vídeo nas unidades municipais de ensino para dar mais segurança a crianças, servidores e pais”


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