Sexta, 22/09/2017

Policial 17/05/2017 - Tribuna do Vale


Polícia investiga denúncia de agressão contra criança em creche


Brenda abraça a filha de cinco anos que apresentou hematomas no braço após a aula - Antônio de Picolli / Tribuna do Vale
O delegado da 35ª Delegacia Regional da Polícia de Joaquim Távora, Rubens José Perez está investigando a denúncia de uma suposta agressão em uma criança de cinco anos, ocorrida na semana passada no Centro Municipal de Educação Infantil Chapeuzinho Vermelho, em Joaquim Távora. Essa é a segunda denúncia contra a creche esta semana por motivos diferentes.

O delegado contou que está ouvindo não apenas os funcionários e direção da creche, mas também a diretora da Secretaria Municipal da Educação. “Ainda não ouvi a estagiária acusada da agressão. Ela será ouvida ainda esta semana”, informou.

Rubens Perez também disse que foi feita uma perícia no braço da criança e que foi constatado que os hematomas foram feitos por mãos adultas. “Aparecia nitidamente dedos de adulto. Dá a impressão que foi um apertão, um safanão”, disse.

Ainda em fase de oitivas, o delegado explicou que não tem opinião formada sobre o caso. “Ainda não dá para saber exatamente o que aconteceu. A mãe contou a sua história, mas precisamos ouvir todos os envolvidos”, disse.

Brenda Bacili Gomes procurou a delegacia na semana passada para registar um boletim de ocorrência contra uma estagiária da creche - cujo nome será preservado por ser menor de idade e também pelo caso ainda estar em investigação. Segundo Brenda, a estagiária teria dado um apertão tão forte no braço de sua filha, que deixou hematomas. “Quando a menina chegou da escola, fui dar banho e vi o braço dela todo marcado. Tinha sinal de dedos. Eu perguntei para minha filha quem tinha feito isso e ela disse que foi a estagiária”, relatou.

Na terça-feira, 16, Brenda disse que conseguiu que sua filha mudasse de classe e não fosse mais acompanhada pela estagiaria em questão. “Também fui orientada a procurar um advogado para entrar com uma ação contra o município. Quero levar essa história adiante, porque essa creche está funcionando com mais de 20 estagiárias, a maioria menor de idade, e sem preparo algum para cuidar de crianças. Assim como já esqueceram de embarcar um menino no ônibus, que mora na zona rural, outras coisas mais graves podem acontecer se nada for feito”, concluiu

Semana passada

O Cmei Chapeuzinho Vermelho entrou no noticiário regional quando outra mãe de aluno da creche, Caroline Cristina Moreira da Cruz, moradora na Colônia São Miguel, denunciou que seu filho de apenas quatro anos havia sido esquecido na creche na hora de pegar o ônibus que faz o transporte escolar. A criança ficou na escola acompanhada da diretora, mas o fato não amenizou o desespero da família ao saber que o menino não estava no veículo. Segundo Caroline, foram inúmeras ligações até descobrir que o garoto havia ficado na creche. A mãe atribui o fato ao pouco preparo das estagiárias que ficam com as crianças após a saída dos professores. “Elas ficam nos celulares, não prestam atenção nas crianças”, queixou-se.

Na segunda-feira, a reportagem esteve pessoalmente com a diretora do Departamento de Educação do município, Delzuita Vieira de Souza que contou que a escola atende 409 crianças e possui 22 estagiárias, a maioria menor de idade. Durante o período escolar, duas ficam nas salas de aulas acompanhadas de uma professora. Para a diretora, a confusão com o filho de Caroline pode ser resultado de uma falha de comunicação entre pais de alunos e direção de escola para combinar se a criança vai embora com o ônibus ou com os pais. Delzuita disse que já tomou providências para solucionar o problema.

Na tarde de terça-feira, a reportagem esteve com o prefeito Gelson Mansur Nassar para falar sobre diversos assuntos. Entre eles, o prefeito fez questão de dizer que embora o caso da criança esquecida tenha causado transtornos lamentáveis à família, era fundamental destacar que ela não ficou sozinha em nenhum momento. O prefeito também disse que medidas estão sendo tomadas para que situações dessa natureza não aconteçam mais. Sobre o caso da suposta agressão da menina de cinco anos, na mesma escola, o prefeito prefere aguardar a apuração dos fatos.

Novo sistema de transporte escolar deve trazer economia

Outro tema que vem causando polêmica em Joaquim Távora é o transporte escolar. Diferente da gestão anterior do prefeito Gelson Nassar, este ano, em abril, teve início um novo sistema de transporte. Os veículos, ao invés de ir ao mesmo bairro oito vezes ao dia para buscar e levar alunos, agora vão quatro, ou seja, em apenas um período. Segundo o prefeito, todos os bairros são contemplados todos os dias, porém, em apenas um período. Alguns recebem os veículos de manhã e outros à tarde. A medida tem o objetivo de trazer economia ao município, já que em alguns casos, as conduções faziam longos trajetos para atender poucas crianças.

Para que nenhum aluno fique sem condução, todos os pais foram consultados e tiveram o direito de mudar o horário do filho para aproveitar o transporte. “Estamos negociando com os pais a melhor forma para eles. Por exemplo, se uma criança não pode ir no período da tarde porque toma medicamentos naquele horário, mas o ônibus só passa à tarde, as professoras se propuseram a ministrar o remédio. Se uma criança não pode ir no período da manhã porque faz contraturno escolar à tarde, também daremos um jeito de ela cumprir seus compromissos em um só período e assim poder usar o transporte escolar. Enfim, estamos tentando ajustar todas essas questões para que o novo sistema dê certo”, disse o prefeito salientando que a mudança vai trazer economia ao município de cerca de R$ 800 mil a R$ 1 milhão por ano. “Todo o Pais atravessa uma crise financeira. A prefeitura de Joaquim Távora vem trabalhando de forma a manter o equilíbrio das contas, sem atrasar pagamentos e ainda continuar realizando obras importantes para o desenvolvimento da cidade. Espero que a população entenda isso, tenha um pouco de paciência que tudo vai se ajustar de forma que nenhum morador, nenhum aluno fique prejudicado”, disse.

Para Gelson, a medida deveria ter sido tomada no início do ano, para não causar tanto estresse agora. “É que somente em abril foi feita a licitação para contratação de veículos para o transporte escolar. O correto seria ter iniciado o ano com a mudança.Nessa altura do ano, todas as questões já estariam resolvidas”, concluiu.



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