Sábado, 18/11/2017

Agricultura 12/11/2017 - Redação com Embrapa


“Plástico comestível” é destaque da Embrapa em feira de empreendedorismo


(Reprodução: Embrapa)
Parece plástico, mas é comestível. Serve para embalar alimentos e tem sabor de frutas e de vegetais. As películas comestíveis desenvolvidas pela nanotecnologia serão apresentadas pela Embrapa no FestEmp – Festival de Empreendedorismo, que ocorre neste domingo (12), em São Paulo.

O material, feito de espinafre, mamão, goiaba e tomate, é produzido com restos de alimentos usados pela indústria alimentícia. O filme tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger alimentos. Porém, o fato de poder ser ingerido abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens. Aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades.

De acordo com a Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano), o plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto.

“O maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos”, conta o engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, pesquisador da Embrapa que participou do trabalho.

O desenvolvimento do material foi fruto de um trabalho de duas décadas, quando começaram os estudos em ciência dos materiais na Embrapa Instrumentação. “No começo, a preocupação era utilizar materiais de fontes renováveis estudando alternativas aos polímeros sintéticos derivados do petróleo,” lembra Mattoso. Para isso, o grupo começou a adicionar fibras naturais a plásticos sintéticos gerando compósitos com os dois tipos de matéria-prima.

“As fibras naturais têm componentes como celulose e lignina, chamados de polímeros naturais, pois suas macromoléculas são semelhantes aos polímeros sintéticos”, explica o pesquisador.

As aplicações da descoberta são imensas; o limite é a criatividade. “Goiabadas vendidas em plásticos feitos de goiaba, sushis envolvidos com filmes comestíveis no lugar das tradicionais algas, perus vendidos em sacos feitos de laranja que vão direto ao forno e geleias em formato de ursinhos só que elaboradas com frutas naturais”, são algumas das sugestões da equipe.



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