Quarta, 26/07/2017

Segurança 19/04/2017 - G1 PR


'Não cedam a ameaças', diz secretário de Segurança sobre o jogo Baleia Azul

Wagner Mesquita anunciou uma força-tarefa para identificar responsáveis pelos desafios. Curitiba registrou cinco tentativas de suicídio de adolescentes na madrugada de terça-feira (18), de acordo com a prefeitura


Coletiva de imprensa sobre a 'Baleia Azul' - (Erick Gimenes/G1)
O secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, fez um apelo para que os jovens "não cedam a ameaças" do jogo Baleia Azul durante entrevista coletiva em que anunicou a criação de uma força-tarefa para identificar os responsáveis pelos desafios, nesta quarta-feira (19). O jogo propõe 50 desafios a adolescentes e sugere o suicídio como última etapa.
"Deixamos bem claro que podem existir ameaças aos jovens que entram no jogo, mas que não existe esse risco. Quem está por trás disso são jovens e adolescentes, por meio da internet. Então, não cedam a ameaças”, disse Mesquita.
Curitiba registrou cinco tentativas de suicídio de adolescentes na madrugada de terça-feira (18), de acordo com a prefeitura. Também foram registrados três casos de ferimentos, conforme a Secretaria de Saúde do município.
Mesquita confirmou que, em dois dos casos, foi comprovada a relação com o jogo. Em outros quatro existem fortes suspeitas de ligação com o Baleia Azul. Ainda segundo o secretário de Segurança, outros três casos estão em investigação. Uma das ocorrências foi registrada em Pato Branco, no sudoeste do estado, e as outras em Curitiba.
"A juventude passa por um problema geral de autoflagelação. Isso tem que ser evitado no seio da família e nas escolas, onde foi identificada a maioria dos casos", afirmou o secretário de Segurança Wagner Mesquita.
O objetivo da força-tarefa, segundo Mesquita, é identificar as pessoas que estão recrutando os jovens para o jogo e responsabilizá-las. Maiores de idade envolvidos com o jogo podem responder por incitação ao suicídio e menores terão a punição definida pela Justiça, explicou o secretário.
O secretário também fez um apelo aos pais e responsáveis. "Os pais, verificando sinais de lesões nos filhos, eles devem procurar uma unidade da Polícia Civil disponível no seu município", orientou.
Vão integrar a força-tarefa o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) e o Instituto de Criminalística do Paraná.


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