Terça, 24/10/2017

Agricultura 09/10/2017 - Da Agência Estadual


Mulheres avançam entre as finalistas do Concurso no Paraná


A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento já encerrou a edição do 15º Concurso Café Qualidade Paraná, em Jacarezinho, com a premiação dos produtores que produziram café de qualidade especial. O resultado final mostra um avanço das mulheres produtoras, especialmente daquelas oriundas da agricultura familiar, entre os vencedores. Foram 12 homens e 8 mulheres os finalistas do concurso, que mobilizou inicialmente cerca de 210 participantes.

E entre as mulheres premiadas, uma delas – Rosa Moreira do Carmos dos Santios, de Cambira, é beneficiária do programa de Crédito Rural, também operado pela Secretaria da Agricultura.

Esse resultado dá uma demonstração da participação das mulheres produtoras na produção de um café de qualidade no Paraná e que estão fazendo a diferença no resultado final, com a colheita de um café gourmet, com as características de cafés especiais, disse o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, em exercício, Otamir Cesar Martins.

A presença de compradores de cafés especiais no evento dá a dimensão que o Paraná está se tornando num estado produtor de café especial, de elevada qualidade, o que está melhorando a renda do produtor que está se especializando na atividade, acrescentou o secretário.

Estima-se que com alguns cuidados a mais na condução da lavoura, o produtor consegue agregar cerca de 30%, em média, na renda do produto. Já os finalistas do Concurso Café Qualidade 2017 conseguiram uma média de ágio de 100% em relação ao preço médio pago pelo mercado.

Num evento bastante prestigiado pelos produtores rurais do Norte Pioneiro, o Concurso Café Qualidade foi realizado simultaneamente à 10ª edição da Feira Internacional de Cafés Especiais, que é uma amostra tecnológica dos avanços e novidades em equipamentos recomendados para a condução de uma lavoura de qualidade.

De acordo com Martins, o produtor está atendendo o desafio lançado pelo governo do Estado desde 2011, de elevar a produtividade, mas mantendo a qualidade da produção. Atualmente, os produtores atendidos pela assistência técnica estão com uma média de rendimento de 35 sacas por hectare, enquanto os demais não assistidos têm uma produtividade média de 24 sacas por hectare.

“Os produtores estão indo ao evento, identificando um novo horizonte para o café de qualidade que o Paraná deve ter”, disse Martins. Ele atribuiu esse avanço ao trabalho em parceria da Secretaria da Agricultura e Abastecimento com as empresas vinculadas Emater e Iapar que atuam na assistência técnica aos produtores e na pesquisa de novas variedades. Mas também a entidades parceiras como o Sebrae, que auxilia na formatação para a comercialização dos cafés especiais

CONCURSO - O Concurso Café Qualidade, promovido pelo governo do Estado, Câmara Setorial do Café, Emater, Iapar e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, premiou finalistas do 1º ao 5º lugar nas categorias: Natural, Natural da Agricultura Familiar, Cereja Descascado e Cereja Descascado da Agricultura Familiar.

A etapa inicial do concurso contou com 210 inscritos, dos quais foram classificados 129 que passaram para a primeira fase. Desses, 71 produtores foram para o júri estadual, e o resultado final premiou os 20 melhores cafés do Paraná de primeiro ao quinto lugar de cada categoria. As amostras de café foram testadas no laboratório especial do Iapar, em Londrina.

De acordo com o secretário executivo da Câmara Setorial do Café, Paulo Sergio Franzini, este ano o Concurso Café Qualidade contou com a parceria especial da prefeitura de Jacarezinho que disponibilizou R$ 30 mil que deviam ser distribuídos em prêmios aos produtores finalistas. Assim, esse valor foi dividido em R$ 3 mil para os primeiros colocados das quatro categorias premiadas; R$ 2,5 mil para os segundos lugares; R$ 1 mil para os terceiros colocados e R$ 500,00 para os quarto e quinto colocados.

Seguindo as regras do concurso, os finalistas conseguiram também como prêmio a garantia de compra dos cafés especiais, com um ágio médio que atingiu 100% este ano. O quinto colocado teve garantia de compra do café por R$ 700,00 a saca; o quarto lugar por R$ 800,00 a saca; o terceiro lugar por R$ 900,00 a saca; o segundo lugar por R$ 1.000,00 a saca e o primeiro lugar por R$ 1.100,00 a saca, enquanto no mercado o preço médio da saca de café é de R$ 450,00.

Segundo Franzini, muitos finalistas estavam vendendo a produção classificada até acima desses valores para compradores de cafés especiais que vieram de Curitiba e Londrina. “Muitas cafeterias do Paraná estão trabalhando com cafés especiais comprados aqui mesmo”, constatou.

Além do mercado, os cafés dos produtores finalistas têm a garantia de compra com recursos de 11 entidades patrocinadoras do concurso que são: Banco do Brasil, BRDE, Sicredi, Faep/Senar, Sebrae, Fiep, Olamcoffee, Cooperativa Integrada, Ocepar, Sanepar e Itaipu. O evento também contou com o apoio de outras cooperativas como a Cocamar, Cocari e Copacol.

QUALIDADE - Neste ano, o Concurso Café Qualidade refletiu o avanço da qualidade do café que está sendo produzido no Paraná. Segundo Franzini. Além do clima, favorável, contribuiu o aprendizado do agricultor, que está mais consciente das regras do concurso, que funciona como uma ferramenta para se obter uma produção de qualidade.

O concurso de cafés especiais segue a metodologia sensorial da Associação Americana de Cafés Especiais e da Associação Brasileira de Cafés Especiais.

Os agricultores finalistas são de várias regiões produtoras, numa demonstração que o cultivo de bons cafés está espalhado no Estado. Eles seguem as boas práticas de produção como uma boa nutrição das plantas, colheita seletiva, colhem cafés bem maduros e cuidam na fase da secagem, não permitindo a mistura de grãos. Eles separam os lotes e hoje o cafeicultor busca conhecer o seu produto, graças a um trabalho de treinamento promovido pelos técnicos da Emater e Iapar que estão capacitando os produtores.

FINALISTAS - Foram os vencedores do 15º Concurso Café Qualidade Paraná – 2017:



Categoria Natural



Produtor Município



1º – Marcio Rogério Boraneli Curiúva

2º – João Carlos Lopes Mandaguari

3º – Luiz André Boraneli Figueira

4º – Evilásio Shigueaki Mori Cambira

5º – José Roberto Rocco Mandaguari

Categoria Micro Lote Natural

1º – Rosa Moreira do Carmo dos Santios Cambira

2º – Sirlei de Fátima da Cruz Carvalho Joaquim Távora

3º - Ceres Trindade Oliveira Santos Joaquim Távora

4º - Glaucia Daniela Mendes de Oliveira Joaquim Távora

5º - Terezinha Aparecida Galvão Boraneli Curiúva

Categoria Cereja Descascado

1º – Valeir Luiz de Souza Tomazina

2º – Sebastião Vieira Sobrinho Pinhalão

3º – Heitor de Lemos Fecaroto Ribeirão Claro

4º – Adão José Gomes São Jerônimo da Serra

5º – Antonio Lazaro Leite Nova Fátima

Categoria Micro Lote Cereja Descascado

1º – Maristela de Fátima da Silva Souza Tomazina

2º – Marcia Cristina da Silva Costa Tomazina

3º – Laura Inocência de Oliveira Freitas Tomazina

4º – Ageu Luiz Teodoro São Jerônimo da Serra

5º – Joarez Colatino de Barros São Jerônimo da Serra




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