Terça, 23/01/2018

Paraná 02/01/2018 - Paraná Portal


Homem atingido por bateria de fogos de artifício perde a perna no PR


Um homem perdeu uma das pernas ao ser atingido por uma bateria de fogos de artifício em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, na virada do ano.

De acordo com informações do Hospital Evangélico, Edinei Lores Bueno, de 41 anos, teve a perna esquerda amputada acima do joelho e está internado na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Evangélico. Ele foi atingido por uma bateria de fogos que tombou após os disparos na virada do ano.

Principal referência no atendimento a vítimas de queimaduras em Curitiba, o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba atendeu 19 pessoas feridas envolvendo queima de fogos no réveillon. Somados aos dez casos registrados desde 20 de dezembro, são 29 pessoas atendidas por causa de acidentes com fogos até agora. Quatro pessoas permanecem internadas.

O paciente que perdeu a perna é o caso mais grave atendido pelo hospital entre a noite de ontem e a manhã desta segunda-feira (1º). De acordo com a médica residente Juliane Ribeiro Mialski, do Centro Cirúrgico de Queimados do Hospital Evangélico, o homem perdeu muito sangue e ainda está em estado de atenção. “Ele, se não me engano, foi chutar uma bateria de fogos artifícios que estava no chão. Ele teve amputação acima do joelho da perna esquerda. Está na UTI recebendo cuidados pois está muito grave”, conta a médica.

Crianças

Cinco crianças com idades entre 10 e 11 anos também foram atendidas no período entre a noite de domingo e a madrugada de hoje. Elas sofreram queimaduras nas mãos quando tentavam manusear bombinhas e fogos. Entre as crianças, o caso mais grave é do de um menino de 10 anos que perdeu parte de um dos dedos. “Ela [a criança] tem queimaduras de terceiro grau nos dois dedos da mão esquerda, com amputação dos dedinhos. O que mais surpreendeu foram as crianças, acompanhadas dos pais, manuseando fogos”, diz Juliane.

Histórico

No ano passado foram 29 pacientes vítimas de queimaduras entre o Natal e o Ano Novo. Destes, 15 foram por acidentes com fogos de artifícios, oito deles crianças menores de 12 anos de idade. Na virada de 2015 para 2016, 11 pessoas deram entrada no Hospital Evangélico de Curitiba com queimaduras causadas por fogos de artifício. Em 2014, foram 17 pessoas.

Dos 19 casos de feridos na virada deste ano, três perderam dedos ou parte das mãos. Mesmo nos casos mais comuns, de queimaduras de segundo grau, o tratamento costuma ser complexo, com diversas cirurgias e tempo extenso de internamento. “É um tratamento longo. Vão passar por vários procedimentos cirúrgicos, posteriormente enxertia e ainda vai precisar de tratamento de reabilitação das mãos”, diz a especialista.


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