Sábado, 18/11/2017

Paraná 06/09/2017 - Da Agência Estadual de Notícias


Hemepar: doações de sangue crescem mais de 6% no Paraná em 2017


Gustavo Perotta começou a doar através do trote solidário que teve na faculdade e desde então não parou mais - (AEN)
O número de doadores de sangue no Paraná cresceu em comparação com o último ano. Dados do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) mostram que, de janeiro a agosto deste ano, 111.728 doações efetivas foram feitas. Em 2016, no mesmo período, foi registrado um total de 104.798 doações, o que representa um aumento de aproximadamente 6,2%.

Entretanto, o cenário ainda merece atenção. Nos três últimos meses do ano a recorrência de feriados preocupa o Hemepar, pois, nesses períodos, as doações costumam diminuir entre 30% e 40%, o que reduz o estoque dos bancos de sangue.

O diretor do Hemepar, Paulo Hatschbach, alerta que nos feriados prolongados, como o 7 de Setembro, o risco de acidentes é maior, o que demanda preparo para situações emergenciais que requerem transfusões de sangue. “Nossos estoques de sangue estão aceitáveis, mas já prevemos uma demanda maior”, enfatizou Hatschbach.

Tipos sanguíneos

Uma das maiores preocupações do Hemepar é com a doação de sangue com fator Rh negativo. Dentre eles, o tipo O- é o que demanda atenção especial por ser considerado o doador universal. Este ano, o Paraná registrou apenas 8357 doações deste tipo.

“Apenas 4% da população possui sangue O negativo. Mas é o mais utilizado em situações de urgência e emergência. Quem possui este tipo sanguíneo precisa doar. Uma única doação pode salvar até quatro vidas”, ressaltou o diretor do Hemepar.

Doação

Qualquer pessoa que tenha entre 16 e 69 anos, esteja em boas condições de saúde, pese mais de 50 kg pode estar apto para doar. Existem alguns fatores que podem impedir a doação, como ter tido mais de um parceiro sexual ou ter feito tatuagens nos últimos 12 meses. A lista completa destes impedimentos pode ser encontrada no site do Hemepar, clicando aqui.

Um dos doadores que repete este ato com frequência é o engenheiro civil Gustavo Perotta. Aos 26 anos, começou a doar através do trote solidário que teve na faculdade e desde então não parou mais.

“Sempre gostei de ajudar as pessoas e quando doo sangue, sinto que estou fazendo minha parte pelo próximo. É importante, não custa nada e demora só alguns minutinhos. Sempre incentivo meus amigos a fazerem o mesmo”, afirmou Perotta.


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