Segunda, 20/11/2017

Segurança 09/05/2017 - Da Agência Estadual


Em cinco meses, serviço aeromédico atendeu 181 pessoas na região Noroeste


(AEN)
Em cinco meses de atividades, o serviço aeromédico implantado pelo Governo do Estado na região Noroeste do Paraná já fez 181 atendimentos, entre resgate de pessoas e transporte de pacientes em estado grave. Muita gente em situação crítica teve a vida salva pela rapidez do transporte até um hospital adequado e pela eficiência da equipe. O uso de aeronaves garante um atendimento até 60% mais rápido em situações de emergência, aumentando as chances de sobrevivência da pessoa.

A base aérea do Noroeste fica em Maringá e foi inaugurada pelo governador Beto Richa em dezembro do ano passado. É a mais recente das quatro bases do serviço aeromédico implantadas pelo governo no Paraná.

Além de Maringá, já há bases em Curitiba, Londrina e Cascavel, com um helicóptero cada uma. As aeronaves fazem transporte de pacientes e de órgãos para transplante e atuam em resgate de pessoas em casos de enchentes e inundações. Todas são dotadas de equipamentos para dar suporte à vida. Além disso, a população conta, também, com um avião UTI, que atende a todo o Paraná. Outras três aeronaves, da Casa Militar, são utilizados para serviço médico, sempre que necessário.

Somando todas as aeronaves, já foram realizados, em seis anos, seis mil atendimentos em todo o Paraná.

SERVIÇO DE QUALIDADE - Ao fazer um balanço das ações do governo na área da saúde, o governador Beto Richa destacou a eficiência do serviço aeromédico para o atendimento à população. “Já temos bases em quatro regiões do Estado e, muito em breve, estaremos anunciando uma nova instalação nos Campos Gerais, para fechar todo o território paranaense”, disse Richa. “Não medimos esforços para levar cada vez mais serviços de qualidade aos paranaenses”, afirmou.

O governador lembrou que o serviço contribuiu para o Paraná subir posições no ranking nacional de transplantes de órgãos. “Antes das aeronaves entrarem em operação, éramos o quarto estado com o maior número de transplantes de órgãos. Atualmente somos o segundo.”

MENOS TRAUMA - O diretor de Políticas de Urgências e Emergência da Secretaria Estadual da Saúde, Vinicius Filipak, explica que o helicóptero tem capacidade de estar rapidamente no local onde está o paciente e leva-lo para o hospital mais próximo. “O tempo de atendimento é muito menor. Um trajeto de 100 quilômetros percorrido com ambulância poderia levar mais de 2 horas. Com a aeronave o tempo é de apenas 50 minutos”, disse.

Filipak lembra, também, que quanto antes ocorra o atendimento da vitima, menores são os traumas, garantindo um tempo de internamento mais rápido nos hospitais. “Quanto mais rápido o paciente receber o atendimento, melhor a recuperação, fazendo com que a vítima retorne em pouco tempo ao ambiente familiar e social, gerando menos sofrimento para todos”.

RESGATE - Até mesmo aqueles profissionais que estão acostumados a salvar vidas já tiveram de contar com o resgate aeromédico para garantir a própria sobrevivência. No dia 26 de abril deste ano, o médico Jeová Moscardi da Silva, 30 anos, dirigia por volta das 07h30 pela Estrada Boiadeira (PR 487), em Cruzeiro do Oeste, quando o veículo passou por um trecho de pista molhada, sofreu aquaplangem e catopou.

Imediatamente após o acidente, Jeová conseguiu sair do automóvel e entrou em contato com a equipe de resgate informando sua localização. Mas chovia e não foi possível enviar uma aeronave de imediato. Uma ambulância do Samu foi encaminhada ao local para s primeiros procedimentos.

No caminho até o hospital o tempo melhorou e, enquanto a ambulância se dirigia até um pronto socorro da região, o helicóptero pode, enfim, interceptar o veículo e transferir o motorista para um local com maior estrutura em Maringá. “Essa transferência foi essencial para salvar a minha vida. Graças ao resgate aeromédico, consegui ser encaminhado rapidamente para um hospital com uma estrutura mais adequada”, garante. Após 10 dias internado no Hospital Santa Rita, o médico recebeu alta e se recupera em casa.

SUPORTE - As bases de Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá já operam com quatro helicópteros exclusivamente para o serviço médico. Eles têm autonomia de voo de 250 quilômetros, a partir da base. O avião UTI, que atende a todo o Paraná, possui todos os equipamentos necessários para dar suporte a pacientes em situação crítica.


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