Sábado, 18/11/2017

Policial 13/11/2017 - Massa News


“Ela era o centro da maldade de toda a minha vida”, diz jovem que matou a mãe


(Foto: Divulgação / Polícia Civil)
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba repassou mais informações nesta segunda-feira (13) sobre o assassinato de Denise Simionatto, de 64 anos. Ela foi morta pelo filho, Muriell Marshall Madeira, 24 anos, na noite da última quinta-feira (9). O corpo da vítima foi encontrado no dia seguinte, dentro da residência onde os dois moravam, no bairro Pinheirinho.

Em depoimento à polícia, o jovem confessou que matou a mãe com três golpes de faca de cozinha no pescoço. Ela estava dormindo no sofá da sala quando foi surpreendida. Muriell ainda tentou arrastar o corpo de Denise para o box do banheiro, para que o sangue não se espalhasse pela sala, mas não conseguiu.

Após o crime, o jovem pegou ônibus e foi até a região da Rodoferroviária de Curitiba. Ele afirmou que deixou a faca em um orelhão em frente ao Mercado Municipal e em seguida foi até o terminal, onde embarcou para Joinville (Santa Catarina). Na cidade moram o pai e outros parentes do suspeito. “Vizinhos indicaram que ele tinha familiares em Joinville. Conseguimos localizar a residência e fazer contato com o pai dele. Muriell disse que foi até lá para visitar o pai. Ele saiu da casa para dar umas voltas de bicicleta, quando foi preso”, contou o delegado Osmar Feijó, da DHPP. O suspeito não confessou em um primeiro momento o homicídio para o pai. Isto aconteceu somente de ser questionado pelo parente, que já havia recebido a informação do crime pela polícia. A arma usada no assassinato não foi localizada.

De acordo com o delegado, o suspeito alegou que o crime foi uma defesa contra a mãe e que “vozes” e mensagens no Facebook apontaram para que ele cometesse o assassinato. Em seu depoimento, conforme vídeo divulgado pela Polícia Civil, Muriell relatou que acreditava que a mãe era “o centro da maldade” de sua vida e que ele deveria se proteger. O suspeito contou que foi vítima de crimes de estelionato cometidos por familiares, mas não especificou quais foram estas situações.

Muriell comprou uma faca há cerca de três semanas, e que não havia uma relação direta disto com o planejamento da morte da mãe, mas sim por segurança. Ele ainda disse que teve uma discussão com a vítima na noite anterior. O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado, em função da impossibilidade da vítima de se defender.


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