Segunda, 23/04/2018

Policial 15/04/2018 - G1 PR


Condenado no caso do Morro do Boi morre no Complexo Médico-Penal, diz defesa

Juarez Ferreira Pinto foi condenado a 65 anos e cinco meses de prisão por latrocínio e atentado violento ao pudor, em 2010. Crime aconteceu em 2009, em Matinhos, no litoral do Paraná.


Juarez Ferreira Pinto foi condenado a 65 anos de prisão (Foto: Reprodução/ RPC TV)
Juarez Ferreira Pinto, condenado a mais de 65 anos de prisão por latrocínio e atentado violento ao pudor, em 2010, no caso do Morro do Boi, em Matinhos, no litoral do Paraná, morreu neste sábado (14), aos 51 anos, no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, informou o advogado de defesa Claudio Dalledone.

O G1 tenta contato com o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR). Ele era portador do vírus do HIV, tinha hepatite C e cirrose hepática alcoólica, de acordo com laudo médico.

Ele cumpria pena pelo latrocínio do estudante Osíris Del Corso, de 22 anos, e pela tentativa de latrocínio e atentado violento ao pudor contra a namorada dele Monik Pergorari Lima, à época com 23 anos, conforme o Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR).

Os crimes aconteceram em 31 de janeiro de 2009, quando o casal andava em uma trilha no Morro do Boi. À época, em relato aos bombeiros, a mulher disse que eles foram abordados por um homem quando percorriam uma trilha em direção à Praia dos Amores.

Na tentativa de defendê-la de um estupro, Osíris levou um tiro no peito e morreu. Ela foi atingida nas costas. O agressor desapareceu, mas, horas depois, retornou para violentá-la. O casal somente foi encontrado na tarde do dia seguinte, de acordo com o relato. Monik ficou paraplégica.

O caso transitou em julgado em outubro de 2014, após confirmação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Prisão domiciliar
Em dezembro de 2014, a Justiça autorizou a prisão domiciliar de Juarez por estar com a saúde debilitada em virtude de ser portador do vírus do HIV. Porém, em setembro de 2017, ele teve a prisão domiciliar revogada pela 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba.

Um laudo médico de sexta-feira (13), assinado pela diretora clínica do Complexo Médico-Penal, Juliana Varassin, aponta que o condenado estava "evoluindo com piora significativa".

"Foi encaminhado ao hospital Angelina Caron, que prontamente recebeu-o, mas manifestou também suas limitações, uma vez que não se dispõem muito o que fazer, nesse atual estágio de doenças", diz trecho do laudo.

Conforme o laudo, além de ser portador do vírus do HIV, o condenado tinha hepatite C e cirrose hepática alcoólica. O documento assinado pela médica também indicava que a estrutura do complexo era insuficiente para atendê-lo.

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