Segunda, 24/04/2017

Cidades 17/04/2017 - Luiz Guilherme Bannwart


Abaixo-assinado contra médica reúne 700 assinaturas em duas horas


Mobilização no calçadão da cidade reuniu 700 assinaturas em apenas duas horas - (Divulgação)
O abaixo-assassinado que pede o afastamento da médica Adriana Spainer dos serviços prestados no Pronto-Socorro de Santo Antônio da Platina, criado na semana passada pela professora Amanda Nogueira Rosa, obteve 700 assinaturas em apenas duas horas de mobilização na manhã de sábado, 15, no calçadão da cidade. O documento continua sendo apresentado aos moradores, e deve ser protocolado no início da próxima semana na prefeitura, câmara e no Ministério Público Estadual (MP-PR).

De acordo com a professora Amanda Rosa, “houve má conduta médica, desrespeito, falta de humanidade e ética profissional” no atendimento prestado por Adriana Spainer à também professora Thaís Hamada Tinto, que acabou falecendo uma semana depois em consequência de uma infecção generalizada na cavidade abdominal. “Essa mobilização é para evitar que a população continue sendo atendida como a Thaís e tantos outros pacientes que se manifestaram após a publicação da matéria. Infelizmente a Thaís morreu, mas podemos evitar outros casos”, alerta Amanda Rosa.

Por não se tratar de um Projeto de Iniciativa Popular, e sim de uma Solicitação Administrativa de Providências, não é necessário reunir um número mínimo de assinaturas para protocolar o documento junto aos órgãos competentes. Entretanto, a responsável pelo abaixo-assinado pretende contar com o apoio de pelo menos mil moradores. “Estaremos passando pelos bairros até o fim desta semana para colher as assinaturas. Quem quiser participar, basta entrar em contato comigo pelo Facebook (Amanda Rosa) para agendarmos o dia e o local”, orienta.

Conforme a secretária municipal de Saúde, Ana Cristina Micó da Costa, compete ao Conselho Regional de Medicina (CRM) avaliar se a profissional cometeu alguma irregularidade técnica que justifique seu afastamento da função. No entanto, denúncias relacionadas a questões éticas envolvendo o profissional devem ser formalizadas, preferencialmente, através da ouvidoria do órgão pelo telefone (43)3534-5724. “Até o momento não houve nenhuma reclamação formal quanto ao comportamento da médica em questão. Pelo contrário, existe um processo em andamento na Justiça que partiu da profissional contra um paciente em consequência de um fato ocorrido no Pronto-Socorro”, esclarece.

Na semana passada, a médica Adriana Spainer se limitou em dizer que o abaixo-assinado “não condiz com verdade”. A profissional informou que estaria impedida de conceder entrevistas por conta de uma circular baixada pelo Executivo, mas que iria tomar as medidas cabíveis para esclarecer o fato e se defender das acusações.





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